Dicas para se sair bem na prova oral de concursos

Saiba o que a banca examinadora costuma avaliar, qual a melhor vestimenta e como manter o controle emocional. Confira as dicas do especialista

Patricia Lavezzo
Publicado em 10/07/2017, às 13h33

Dentre todas as fases de um concurso público, a que gera mais apreensão no concurseiro é a prova oral. A exposição diante da banca examinadora, formada por especialistas no assunto, faz surgir insegurança e nervosismo, ocasionando esquecimento das respostas e, consequentemente, a eliminação de fortes candidatos. 
Ao chegar nessa etapa, o participante está próximo da aprovação, sendo natural sentir-se ansioso e apreensivo. Para Guilherme Madeira Dezem, juiz de direito em São Paulo, mestre e doutor em direito processual penal e professor do Damásio Educacional e da Universidade Mackenzie, esses sentimentos surgem pela falta de preocupação durante a graduação em preparar o aluno para exposição oral. “Normalmente, as competências testadas dos alunos e aprimoradas são apenas aquelas relativas à leitura e escrita, não havendo preparo específico para questões orais”.
Na prova oral são avaliados o conteúdo do participante e o seu comportamento. “É um ambiente de muita pressão e stress, similar a muitas situações em que o candidato passará ao longo de sua vida profissional. Assim, deve o candidato demonstrar, ao mesmo tempo, educação e firmeza em suas respostas. Educação, pois é o que se espera das pessoas que militam na área forense. Firmeza para demonstrar a segurança em seu conhecimento jurídico”, explica Guilherme.
Quanto à vestimenta, o importante é ter bom senso. “A prova oral não é o local para que o candidato demonstre estar atualizado com as últimas tendências da moda, por mais interessante que ela possa parecer. Bom senso é fundamental, de forma que devem ser evitadas vestimentas extravagantes. Quando o candidato tem em mente que a prova oral é como uma entrevista de emprego facilita para que erros não sejam cometidos. Vale pedir conselhos a alguém da própria família, amigo ou chefe. Caso a dúvida persista, a recomendação que dou é: não use. O traje não deve ser motivo para mais uma preocupação no dia da prova.”
Outro ponto importante é o de manter o controle emocional para conseguir demonstrar seu real conhecimento. “Já tive oportunidade de orientar candidatos que tinham enorme conhecimento, mas durante os treinos simplesmente se retraíam a tal ponto que não demonstravam 10% do conhecimento que tinham. Foi preciso muito treino e no final acabaram sendo aprovados”, relembra o professor.
A melhor forma de vencer o medo e a insegurança, principalmente para quem evita falar em público por timidez, é o treino. Guilherme ressalta que a realização de bancas simuladas com amigos ou professores é fundamental nesse momento: “De preferência, o candidato deve gravar em vídeo seus treinos e observar para ir sempre se aprimorando nas respostas. Aqui vale uma dica especial: não fique chateado ou decepcionado consigo mesmo no primeiro treino, nada mais natural do que não ir tão bem na primeira vez. Uma segunda dica: sua voz não é ruim. Quando nos assistimos em vídeo temos a tendência de não gostar de nossa voz, de forma que saiba, ela não é ruim”.
Com relação a subjetividade de uma prova oral, o professor diz que já não há mais tanto âmbito para isso. “No passado havia espaço para maior subjetividade. Hoje esse espaço é cada vez menor, embora jamais será inexistente, pois o direito é um dos palcos próprios para amplitude e diversidade de posicionamentos”, conclui. 

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