Concurso TCM/RJ: entendendo a prova discursiva

A professora Júnia Andrade, do Ponto dos Concursos, separou 11 importantes informações sobre a prova discursiva do concurso do TCM do Rio de Janeiro (RJ)

Júnia Andrade
Publicado em 25/07/2016, às 14h59

Olá, candidatos ao TCM-RJ!
Todos já sabem que, além da prova objetiva, haverá prova discursiva na segunda fase do concurso do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro, em dezembro.
Eu sei que uma parcela significativa dos candidatos pensa assim: “por que eu vou me preocupar com discursiva agora, se eu tenho que enfrentar a prova objetiva primeiramente?”
Ótimo! Pensamento seletivo é sempre bom! Mas pensar de forma diferente disso pode ser indicativo da vontade e da certeza da meta a ser atingida: tornar-se técnico do TCM.
Não se trata de, efetivamente, preparar-se a fundo para as discursivas agora. Trata-se apenas de não ser vítima de uma reprovação devastadora na fase em que o concurso já está quase sendo vencido. Afinal de contas, numa alusão ao futebol, para tornar nossa realidade palpável, basta imaginar que tomar um gol nos minutos finais de uma partida ganha pode ser uma marca difícil de ser superada.
Então, vamos imaginar a superação da fase objetiva, com as seguintes informações preliminares sobre as provas discursivas:
1. A banca aplicará duas questões, com o valor máximo de 60 pontos. Você precisará alcançar pelo menos 36 pontos para ser aprovado. Eu considero a média ótima, porque ela faz uma “peneira” justa para selecionar quem, de fato, estudou e entendeu a proposta da prova.
2. Cada exercício é pertinente ao gênero dos discursos oficiais. O edital determina que o candidato deverá redigir uma resposta em forma de manifestação técnica, sempre obedecendo às regras do Manual de Redação Oficial do Município do Rio de Janeiro.
3. Desse modo, tendo o técnico, no rol de suas competências, a responsabilidade de redigir atos administrativos, comunicativos e de participar de atos fiscalizatórios, podemos entender que as manifestações técnicas a serem solicitadas pela banca podem abranger expedientes que espelham essas atribuições.
4. Sendo assim, podemos ter manifestações técnicas derivadas dos atos consultivos, derivados de inspeções, de auditorias e de fiscalizações: relatórios e pareceres, por exemplo.
5. Também podemos ter proposta de redação de textos administrativos como atas, já que essa é uma incumbência típica do serviço técnico, ou comunicações do tribunal como ofícios, memorandos, avisos etc.
6. A prova discursiva destina-se a avaliar a capacidade de o candidato expor com clareza, concisão, precisão, coerência e objetividade o assunto proposto, obedecendo às regras de Redação Oficial, de acordo com o Manual de Redação Oficial do Município do Rio de Janeiro (MROM-RJ).
7. Notemos que a avaliação da banca se dividirá em dois grandes campos, com exato valor: a. Conteúdo e Estrutura; b.Expressão.
8. Essa forma de avaliar indica que o examinador fará trabalho de averiguação de aplicação das técnicas do MROM-RJ.
9. Esse trabalho de averiguação consistirá primeiro em verificar se o candidato entende que manifestação técnica precisará ser produzida, a partir da situação hipotética apresentada em cada questão: se será uma comunicação oficial, expediente administrativo ou peça técnica.
10. Em seguida, será verificada se a estrutura do texto se enquadra nas orientações do MROM-RJ para o expediente demandado.
11. Na avaliação de Expressão, os examinadores concentrarão seus esforços na apreciação da forma de redação de numerais, de palavras com iniciais maiúsculas ou minúsculas, de siglas, de uso de vocativos e de pronomes de tratamento etc.
Vale lembrar que as regras do Manual de Redação do Município do Rio de Janeiro nem sempre espelham as regras e as orientações do Manual de Redação Oficial da Presidência da República. Com isso, fica claro que o IBFC empreenderá casos hipotéticos que causem situações conflitantes entre um manual de redação oficial e outro.  
Em resumo, quem estiver bem seguro da proposição técnica do Manual de Redação Oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro vai decidir seu futuro no TCM-RJ.
Espero ter jogado luz sobre essa parte pouco clara do nosso edital!
Bom estudo!
Júnia Andrade é autora de Redação Para Concursos e professora no Ponto dos Concursos

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