Coronavírus: Conselhos regionais de enfermagem recomendam contratação emergencial

O Cofen e os Conselhos Regionais se reuniram para planejar ações para combater o coronavírus (COVID-19)

Redação
Publicado em 20/03/2020, às 09h54

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Na última quarta-feira (18), uma comitiva formada pelo Cofen (Conselho Federal de Enfermagem) e Conselhos Regionais enviaram um ofício ao Ministério da Saúde sugerindo medidas e providências para a proteção dos profissionais de Enfermagem e garantia da assistência à população frente à pandemia do coronavírus (COVID-19).

Os representantes dos conselhos, que já estavam em Brasília para evento em parceria com a OPAS/OMS, foram recebidos pelo diretor do Departamento de Gestão e da Regulação do Trabalho em Saúde, Alessandro de Vasconcelos.

“Traçamos estratégias de apoio, principalmente aos profissionais de Enfermagem, que junto aos médicos, estão na linha de frente do atendimento”, declarou o presidente do Cofen, Manoel Neri. O presidente destacou o subdimensionamento crônico, que já existe tanto no sistema público e privado, e deve ser agravado pela pandemia, com aumento da demanda e adoecimento das equipes. Já se observa uma movimentação de hospitais privados no Rio e São Paulo para recrutamento emergencial.

“Uma das medidas que estamos pedindo, além da disponibilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e capacitação para o uso, é que o Ministério da Saúde disponibilize recursos para a contratação emergencial de profissionais de Enfermagem”, afirmou Neri.

“Nós somos profissionais de Saúde, principalmente a Enfermagem e os médicos, somos o Exército nesta guerra contra o coronavírus”, afirmou o diretor do DGETS. “Entendemos que temos uma série de falhas crônicas no sistema, e que os EPIs são um problema sério. O Ministério da Saúde se antecipou à compra de EPIs e respiradores, e já estamos recebendo o material. Mas sabemos que, em um país com 200 milhões de habitantes, é preciso racionalizar o uso para evitar que, dependendo da curva de transmissão, faltem insumos”, afirmou Vasconcelos.

Governo estuda antecipar graduação

“O Ministério da Educação já fez um apelo para que as faculdades que interromperam os cursos de Saúde, de Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e Medicina chamem de volta os alunos, porque esses alunos vocacionados para assistência serão muito úteis. Sabemos que, numa primeira onda, parte dos profissionais entrará em quarentena, e precisaremos desta segunda onda de profissionais”, ressaltou o diretor do DEGTS. “Estamos estudando a viabilidade de antecipar a graduação de alunos no ciclo final”, afirmou Vasconcelos, lembrando o exemplo da Itália, onde foi antecipada a graduação. “A força dos recém formados é essencial. Esses jovens, se infectados, tenderão a ter sintomas mais brandos”, ressaltou.

* com informações do Cofen

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