Dia a dia na busca pelo cargo federal

Taciana Veríssimo conta como se prepara para se tornar uma servidora pública federal. MPU e Serpro estão na lista de órgãos almejados

Pâmela Lee Hamer
Publicado em 09/08/2013, às 15h51

Meu dia começa bem tarde. Acordo por volta das 9h, tomo banho, procuro ajeitar a casa e vou trabalhar. Trabalho das 11h às 17h na Prefeitura de Recife, em Pernambuco, como agente administrativo.
Chego em casa por volta das 18h20, tomo banho, janto, aproveito esse momento para conversar com meu esposo e ver um pouco de TV e aproximadamente às 21h começo a estudar. Não existe uma matéria fixa pela qual eu comece, pois uso a técnica que aprendi lendo materiais do professor Alexandre Meirelles, conhecida como ciclo. Neste modelo, não existe um dia específico para determinada matéria, e sim seguir de onde parou no dia anterior. Esse ciclo não se refere aos dias da semana, mas sim a um total de horas divididas em fases. 
Procuro intercalar as disciplinas de humanas com as matérias de exatas e estudo, no máximo, duas horas e meia cada matéria. Esta foi outra dica que aprendi com Alexandre Meirelles. A cada hora de estudo costumo descansar 15 minutos e procuro também dedicar mais horas a matérias com mais peso e/ou que eu tenha mais dificuldade, e assim sigo estudando até as 3h da manhã. Estudo nesse horário porque é quando tenho maior rendimento, e também por causa do silêncio. 
Quando, por algum motivo, não consigo cumprir a carga horária para aquele dia, procuro compensar, seja no dia seguinte ou no fim de semana, e assim é o meu cotidiano até o dia da nomeação em um concurso federal.
Já fiz alguns concursos, entre eles o do TRE-PE, em que tinha perdido apenas cinco questões, mas o concurso foi anulado. Isso gera um desânimo inevitável e já chorei muito após corrigir gabarito definitivo e/ou após resultado final, mas nunca pensei em desistir, até porque não faria sentido, depois de tanto tempo de dedicação, eu largar toda estrutura de estudos que construí e começar a lutar do zero pela minha vida profissional, e também porque abandonei minha carreira de publicitária (trabalhava na área) para me dedicar aos concursos. 
Quando fiz essa opção, estava completamente decidida de que ser concursada era o que desejava. Muitos acham que é pela estabilidade, mas eu digo que é pela qualidade de vida. Os últimos concursos que fiz foram os do Serpro e do MPU. Fiquei na 24º colocação para a única vaga de técnico - suporte administrativo no Recife (PE) e na 259º posição para uma oferta de técnico-administrativo em administração - Pernambuco, respectivamente.
Em relação à família, meu esposo e minha mãe são as pessoas que mais me apoiam no mundo. Quando estou triste porque não passei em um concurso eles olham pra mim e dizem: “você tem capacidade, é só continuar estudando que sua hora vai chegar”. Sabe aquela péssima sensação de não ter passado e a pessoa olha e diz: VOCÊ É CAPAZ? Isso ajuda a seguir e me fortalece.
Já em relação à diversão, eu costumo tirar um dia da semana para me distrair, que geralmente é o sábado ou o domingo, já que nesses dias nem eu e nem meu esposo estamos trabalhando e isso facilita, embora não seja uma regra. Caso, durante a semana, apareça algum compromisso importante eu saio. Inicialmente, me sentia culpada, pois estava me divertindo em vez de estudar, hoje em dia não tenho mais a sensação de culpa, porque sei que não adianta, e dessa forma nem me divirto e nem estudo, então procuro aproveitar o local e compenso em outro dia. Taciana Veríssimo, especial para o JC&E
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