Agente de telecomunicações – 14ª aula

Recorde as formas verbais!

Redação
Publicado em 09/11/2011, às 15h50

Recorde as formas verbais!

Os verbos abundantes são aqueles que possuem duas ou mais formas equivalentes, geralmente no particípio, pois apresentam terminações regulares: ado ou ido, bem como terminações irregulares. Veja alguns exemplos: aceitar, aceitado (forma regular) e aceito (forma irregular); entregar: entregado e entregue; suspender: suspendido e suspenso; imprimir: imprimido e impresso; fritar: fritado e frito; enxugar: enxugado e enxuto; tingir: tingido e tinto; benzer: benzido e bento, entre outras formas abundantes.

Os verbos auxiliares que acompanham os particípios delimitam seus usos, por isso, para o particípio regular, empregaremos os auxiliares “ter” ou “haver”, ao passo que para o particípio irregular, empregaremos os auxiliares “ser” ou “estar”. Acompanhe então os exemplos: “As empresas haviam ou tinham entregado as mercadorias”. Nesse caso usamos os auxiliares (haver ou ter) que exigem o particípio regular (entregado). Já na frase: “O dinheiro foi ou estava entregue”, usamos os auxiliares (ser ou estar) que exigem o particípio irregular (entregue). Posto isso, preste atenção e corrija frases cotidianas: “A editora havia ou tinha impresso o livro”, corrija para: “A editora havia ou tinha imprimido o livro”. “O papel foi imprimido erroneamente”, corrija para “O papel foi impresso erroneamente”.


Atenção aos vícios de linguagem!
Arcaísmo: uso de expressões antigas, ultrapassadas (Vossa Mercê/ vosmecê está bem?); ambiguidade: duplo sentido ocorrido em frases (João, o Pedro saiu com sua namorada. Sua de quem?); barbarismo: uso errado quanto à pronúncia correta do vocábulo, sua forma ou significação (rúbrica - rubrica/ oge - hoje); cacofonia: som desagradável ou palavra de sentido ridículo (a vez passada = vespa assada); estrangeirismo: emprego de palavras próprias de línguas estrangeiras (menu, show, gourmet); pleonasmo vicioso: emprego de termos desnecessários, redundância ineficaz (subir para cima, a grande maioria, elo de ligação); solecismo: erro de sintaxe (fazem dois anos que ele sumiu/ vou no fórum); preciosismo: linguagem afetada, técnica ou muito rebuscada (Meu pai sofre de alopecia androgênica = careca).

Treine a regência e a concordância!Eu reavi todas as joias. Corrija para: “Eu reouve todas as joias.” Não existem as formas eu reavi, ele reaveu e sim, eu reouve, ele reouve. O chefe interviu na reunião. Corrija para: “O chefe interveio na reunião.” Não existe a forma verbal interviu. O verbo é intervir, derivado do verbo vir: “eu vim, tu vieste, ele veio”, da mesma forma é conjugado o seu derivado: “eu intervim, tu intervieste, ele interveio”. Quando eu ver  Maria, darei seu recado. Corrija para: “Quando eu vir Maria, darei o seu recado.” O verbo ver conjugado no futuro do subjuntivo é vir, não esqueça. Se vir a São Paulo, trarei meu filho. Corrija para: “Se vier a São Paulo, trarei meu filho.” O verbo vir conjugado no futuro do subjuntivo é vier. Fazem dez anos que me formei. Corrija para: “Faz dez anos que me formei.” O verbo fazer indicando tempo é impessoal, isto quer dizer, não apresenta sujeito, não há concordância. Houveram muitos acidentes aqui. Corrija para: “Houve muitos acidentes aqui.” O verbo haver, utilizado no lugar do verbo existir, é impessoal, portanto não há concordância.

Verifique o correto! pesquisa ou pesquiza;  aterrizar ou aterrissar; cinquenta ou cincoenta;  deslise ou deslize. Confira agora as respostas: pesquisa, aterrissar, cinquenta e deslize.

Boa sorte!

Professora Sandra Ceraldi Carrasco, consultora e especialista em Língua Portuguesa, autora de livros e periódicos na área. Há mais de 20 anos ministra cursos e palestras, com índice recorde de aprovação. Seu mais recente trabalho aborda de forma prática o Acordo Ortográfico. Atualmente é coordenadora do curso preparatório IPA. Contato: professora.sandracarrasco@uol.com.br.

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