E se o perfil da banca mudar?

Os alunos estudaram pelo perfil das provas anteriores e na hora “H” viram que o exame estava completamente diferente do de costume da banca.

Redação
Publicado em 29/12/2014, às 18h09

Cláudia Jones 

Dias atrás, estive com alguns alunos que estavam arrasados com a prova que fizeram e para a qual se dedicaram tanto. Na verdade, acredito que, naquele momento, não eram somente eles, mas centenas de candidatos com o mesmo sentimento.

O pivô do descontentamento dos estudantes foi o fato de a banca organizadora do concurso ter mudado de perfil. Os alunos estudaram pelo perfil das provas anteriores e na hora “H” viram que o exame estava completamente diferente do de costume da banca. No entanto, a banca não cometeu “crime” algum, pois ela pode se adequar, mudar de perfil, quantas vezes quiser. Afinal, seria muito fácil se a banca se mantivesse eternamente no mesmo perfil, pois vocês, candidatos, estão acostumados a treinar pelas provas anteriores e muitos acabam dominando o perfil da banca – e ela sabe disso!

Por outro lado, existem milhares de candidatos que precisam ser selecionados. E a forma que a banca encontra para filtrar os mais preparados é inovando sempre, criando artimanhas para que, somente quem esteja muito bem preparado, passe pelo seleto filtro. Afinal, os órgãos públicos desejam servidores aptos a prestar o melhor serviço público e, se é para selecionar, que seja um filtro para os bons.

Sempre falo que estudar para concurso é um projeto de vida e como tal deve ser encarado. Não pode ser uma simples aventura. Concordo quando especialistas orientam a estudar pelas provas anteriores, pois assim vocês dominam o perfil da banca. Eu, particularmente, também indico que os candidatos tenham contato coma banca por meio de provas anteriores, mas que não deixem de conhecer outras bancas, até mesmo para se nivelar por cima.

Buscar conhecimento além, nunca é demais. Candidato bem preparado encara qualquer dificuldade! Acredito que essa prova, assim como diversas outras, tenha servido para muitos olharem de forma diferente para o seu objetivo e ajustarem a forma de preparação. Comece a se nivelar por cima, procure ter contato com ajuris prudência, com as súmulas dos Tribunais Superiores. Não vejo como perda de tempo, e sim como ganho de mais conhecimento, preparação mais fortalecida e robusta. Candidato bem preparado encara qualquer adversidade, até mesmo aquelas que não eram previstas.

Outro detalhe muito importante é voltar sempre às disciplinas, principalmente as de direito, para verificar se não houve alguma atualização da lei. Muitas vezes o candidato estuda uma disciplina, uma lei, lá no começo da preparação, e depois não retorna à ela para ver se houve atualizações. Garanto que se alguns cuidados forem tomados pelo estudante, surpresas como essa serão evitadas.

Em relação à prova que deixou tantos com aperto no coração, sugeri àqueles alunos que a encarassem como um pontapé inicial para uma próxima que vier por aí. Não importa quantas vezes erramos, o importante é que aprendemos com os erros e que errar faz parte do amadurecimento. Tem um ditado que diz: “você pode errar mil vezes, basta acertar uma”! Quando isso acontece, o ideal é, após a prova, descansar um pouquinho, pegar fôlego e retomar os estudos com todo o gás para não perdera linha de raciocínio. E ajustar os estudos para a próxima etapa, pois, se você escolher a mesma área, poderá ser muito próxima à prova que você acabou de fazer. Desta vez, se você mantiver o foco, garanto que a aprovação virá!

Bons estudos e a luta continua!

Cláudia Jones, especialista em concursos do site Questões de Concursos.

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