Especialista dá dicas de estudo para prova

O concurso oferece 2 mil postos de assistente técnico-administrativo em todos os estados brasileiros.

Redação
Publicado em 08/05/2009, às 15h35

Falta menos de um mês para a prova do concurso que selecionará os novos servidores que ocuparão as 2 mil vagas de assistente técnico-administrativo no Ministério da Fazenda. Mais de 500 mil candidatos estão inscritos para realizar a prova no dia 24 de maio. A avaliação será elaborada pela Escola de Administração Fazendária (Esaf) – uma das organizadoras mais exigentes na área de concursos.

Para concorrer a uma das vagas é necessário que o candidato tenha concluído o ensino médio; a remuneração oferecida é de R$ 2.590,42.


O conteúdo programático do concurso cobra conhecimentos nas seguintes disciplinas: português, raciocínio lógico-quantitativo, informática, direito constitucional, direito administrativo, direito tributário e direito previdenciário.


E, para ajudar nos estudos de nossos leitores nesta reta final, o Jornal dos Concursos & Empregos conversou com o professor especialista em cursos preparatórios para concursos, Carlos Alberto de Lucca, que falou sobre como os concorrentes devem dividir o seu tempo na hora de estudar e das peculiaridades das provas da Esaf. Confira!

Prioridade - De Lucca explica que, das disciplinas que serão cobradas, três devem receber uma atenção especial dos candidatos por terem peso dois, ou seja, para cada questão acertada serão contabilizados dois pontos na nota final. São elas: português, direito tributário e direito previdenciário.


“Neste concurso, as matérias língua portuguesa, direito tributário e direito previdenciário, levando em consideração a quantidade de questões e os pesos, são responsáveis por dois terços do total de pontos do concurso (80 de um total de 120 pontos). Assim, os candidatos devem dar uma atenção maior ao estudo destas matérias”, diz.


A dica dele é a seguinte: no caso de um candidato que estude 6h por dia, por exemplo, a sugestão é que ele reserve 2h para estudar português, 1h para direito previdenciário, 1h para direito tributário e 2h para as demais matérias.


De acordo com o edital do concurso, a prova constará de 20 questões de língua portuguesa e 20 de direito tributário e previdenciário.

Mais fáceis primeiro - Outra dica do professor é para que as questões mais fáceis de toda a prova e não só de uma disciplina sejam resolvidas primeiro para se evitar o desperdício de tempo. “O trabalho para resolver as questões depende muito de cada concurso. Podemos ter questões de resolução rápida ou demorada em qualquer matéria. Assim, o candidato deve resolver inicialmente as questões mais fáceis de todas as matérias. Depois, resolver as questões mais demoradas ou que está em dúvida”, ressalta.


E, ao começar as questões mais difíceis, De Lucca ensina que o candidato deve procurar, entre elas, aquelas das disciplinas de peso dois, ou seja, português, direito tributário e direito previdenciário.


Português - Além de ter peso dois, há um outro motivo para que seja dada uma atenção especial à matéria de português: o edital exige que seja alcançada uma pontuação mínima nessa disciplina. Das 20 questões, deve-se acertar pelo menos 8 (ou 16 pontos).


Segundo De Lucca, para as provas de português, a Esaf costuma utilizar textos tanto nas questões de entendimento quanto nas de gramática. “Assim, é muito importante que o candidato resolva questões de provas anteriores da Esaf para se familiarizar e praticar”, afirma.


No entanto, De Lucca salienta que não se deve deixar de lado as outras disciplinas, já que, para conseguir a aprovação, além da pontuação mínima em português, o candidato deve atingir, no mínimo, 60% do total de pontos do concurso, ou seja, 72.

Esaf – O professor explica que nos concursos da Esaf predominam questões com graus de dificuldade médio e difícil e que, por isso, mesmo os candidatos preparados dificilmente conseguem finalizar totalmente a prova. “A prova é elaborada de maneira que, mesmo os candidatos bem preparados dificilmente conseguem resolver todas as questões, pois falta tempo. Assim, o candidato deve inicialmente resolver as questões mais fáceis de todas as matérias, e não de uma única matéria. Deve estar consciente que encontrará questões difíceis e trabalhosas que deverão ser resolvidas no final, se houver tempo”, afirma.


Para ele, o ideal é que os concorrentes estudem tendo como base provas de concursos anteriores. “Como realiza muitos concursos, as questões de matérias básicas são parecidas com concursos anteriores.

E quando estudar matérias específicas, dê preferência aos assuntos mais importantes”.


Dica final – Um importante ponto destacado por De Lucca foi em relação ao preenchimento do cartão de respostas, que deve ser feito dentro do prazo estabelecido para a resolução da prova. “Lembre-se de dedicar uma atenção especial para as matérias de peso dois e reserve pelo menos 40 minutos para preencher o cartão de respostas”, finaliza.

Enquete – Nas últimas semanas, o site do JC&E questionou seus internautas sobre quais matérias eles consideram que serão mais difíceis no concurso do Ministério da Fazenda. O resultado parcial da enquete até o fechamento desta edição mostrava que, na opinião dos participantes, as disciplinas de direito tributário e direito previdenciário devem ter um grau de dificuldade maior. Em seguida vinham, quase que empatadas, português e raciocínio lógico-quantitativo.


Nas próximas edições, o Jornal dos Concursos & Empregos trará uma série de matérias especiais com dicas de estudo para as principais disciplinas exigidas no concurso. Não perca!



Juliana Pronunciati/SP

Confira aqui mais informações sobre o concurso.

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