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Empregos Editorial

Fraudes: quem paga são os candidatos

Empresas organizadoras devem cercar-se de cuidados e de pessoas de confiança



Redação
Publicado em 18/12/2007, às 16h39

O leitor mais atento deve se lembrar em que circunstâncias foi divulgado o edital do concurso para Policial Rodoviário Federal da PRF.

Para quem não se recorda, vamos fazer uma pequena retrospectiva, visto que o fato foi motivo de um outro editorial deste jornal: a PRF anunciou que o edital seria divulgado em uma segunda-feira e não havia possibilidade de encaminhá-lo ao JC&E antes deste prazo.

Mas, para nossa surpresa, o edital foi às bancas no sábado, antes da data anunciada pela PRF, convenhamos, assim como as provas, que também foram parar nas mãos de candidatos antes da data da prova.

A seriedade de um processo é algo primordial, que deveria ser inabalável pois, caso o contrário aconteça, pode levar ao descrédito toda uma cadeia de procedimentos e, até mesmo, a instituição “concurso público”.

A escolha da comissão organizadora do concurso, da empresa responsável pelo planejamento e execução até a aplicação das provas e divulgação do resultado final, são processos absolutamente rigorosos, que devem ser cercados de mecanismos eficientes de segurança e fiscalização e, especialmente, muita responsabilidade.

Para tanto, empresas organizadoras devem cercar-se de cuidados e de pessoas de confiança, competentes o suficiente para garantirem a lisura de todo o processo, mas, infelizmente, não é o que estamos constatando nos últimos meses.

Instituições mal administradas, cercadas de tradicionalismos, necessitadas de modernização e de líderes arrojados e dinâmicos, que pensem no futuro e não fiquem presos a conceitos retrógrados, é o que o setor precisa.

Instituições como o NCE, que organizou o concurso da PRF, pecam por isto e caso não se modernizem, estarão fadadas a perder sua tradição, pois uma vez abalada a confiança, uma cadeia de desistências se inicia.

E isto já está acontecendo. O TJ do Rio de Janeiro, temeroso pela lisura de seu processo, com provas marcadas para este domingo, dia 16, suspendeu seu concurso até que se prove a isenção do NCE no vazamento das provas da PRF.

A própria PRF diz que não fará mais seu processo com o NCE, qualquer que seja o resultado!

As organizadoras têm um papel fundamental em todo o processo de credibilidade de um concurso. Se ela falhar, o comprometimento é total e, muitas vezes, irreversível.
Por isto, algo precisa ser feito urgentemente, pois nunca, em um período tão curto de tempo, ouviu-se falar tanto em cancelamentos e suspensões por motivo de fraudes como agora.

A Vunesp, uma das principais empresas paulistas, responsável por processos importantíssimos, envolvendo vestibulares e grandes concursos, em menos de cinco meses tem seu nome, novamente, envolvido em problemas junto ao Exame de Ordem da OAB.

A Fesp, do Rio de Janeiro, também se vê envolvida em problemas de vazamento de questões das provas para a Educação, as quais foram anuladas depois de aplicadas no domingo dia 9, por uma professora ter sido procurada por um candidato antes da prova para resolver questões idênticas às aplicadas no exame.

Não é raro candidatos reclamarem dos procedimentos adotados por algumas empresas organizadoras no momento de aplicação das provas, tais como, fiscais conversando enquanto candidatos fazem prova, fiscais que não acompanham candidatos até dentro dos banheiros, candidatos saindo ao mesmo tempo das salas, entre outras coisas.

Treinamento, modernização, competência e novos mecanismos de segurança e fiscalização. É o que falta a boa parte destas empresas. Enquanto organizadoras se vêem envolvidas em imbróglios judiciais, mais de 250 mil candidatos pagam a conta.

Só no concurso da PRF, algumas famílias tiveram prejuízo de quase R$ 1.000,00 com viagens, hospedagem, alimentação, entre outras.

Mudanças se fazem absolutamente inadiáveis, mas uma coisa é certa: felizmente tais problemas estão vindo à tona, e sendo descobertos a tempo de que providências possam ser tomadas no sentido de garantir o real objetivo do concurso público, que é o de escolher aquele candidato melhor preparado para assumir seu cargo e não aqueles que se valeram de subterfúgios para chegarem lá.

+ Resumo Empregos Editorial

Editorial
Vagas: Não definido
Taxa de inscrição: Não definido
Cargos: Não definido
Áreas de Atuação: Não definido
Escolaridade: Não definido
Faixa de salário:
Organizadora: www.dinamicaconsultoria.com.br

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