Livro, apostila, aula. Qual a melhor fonte de estudo?

A resposta para encontrar qual é a melhor maneira de se preparar para concursos públicos depende de duas condições: qual o nível do candidato e de que forma ele rende mais

Redação
Publicado em 15/05/2015, às 12h58

Fernando Bentes
Muitos alunos me perguntam qual a melhor fonte de estudo para concursos públicos. Porém, a resposta sempre depende de duas condições: qual o nível do candidato e de que forma ele rende mais. 
Se é um iniciante, que está vendo algumas matérias pela primeira vez, o ideal é que faça aulas presenciais, que têm a vantagem de tirar dúvidas diretamente com o professor. Além disso, terá contato com outros candidatos e poderá somar as experiências de seus colegas para se informar melhor sobre a realidade de seu concurso. Outro fator importante para os iniciantes é a leitura de livros, que podem explicar com mais detalhes, passo a passo, cada tema da matéria. Se escolher um livro bastante didático, não precisará recorrer a apostilas, que são muito superficiais.
Para o estudante de nível intermediário ou avançado, recomendo as aulas pela internet, que têm uma qualidade melhor, pois os sites conseguem trazer os melhores professores do país para oferecer um serviço de qualidade. O aluno vai economizar dinheiro e tempo, já que estes cursos on-line são mais baratos e não há custo de transporte ou alimentação; basta abrir o computador em qualquer lugar e estudar. Quem já possui alguma base pode recorrer a apostilas, pois só terá que rever matérias. 
Se fizer um concurso de nível superior, que exija mais preparo, o candidato não vai conseguir escapar dos livros mais clássicos de cada disciplina. Porém, recomendo que faça resumos no próprio livro, tachando ou sublinhando os trechos mais importantes. Quando precisar revisar, basta recorrer diretamente a estas partes marcadas, sem ter que ler o livro inteiro novamente. Em matérias jurídicas, mais duas exigências: a leitura da jurisprudência e das revistas da instituição que realizará o concurso.
O estudo por meio de questões é o único que une todos os perfis de candidatos: iniciante, intermediário ou avançado. Esta forma prática de estudo faz com que o candidato possa fixar a matéria teórica, testar seu conhecimento abstrato, medir sua evolução de acertos, priorizar o estudo de questões com alto nível de erros e informar-se sobre o estilo de pergunta da banca e seu padrão de resposta.
O outro fator que pesa bastante na escolha da fonte de estudo é o rendimento do candidato: prefere ler ou assistir às aulas? Tem disciplina para estudar em casa ou só se obriga a estudar se estiver em um curso presencial? Prefere fazer questões à leitura teórica? O aluno deve conhecer sua própria natureza para dar um destaque à forma de estudo que mais o motiva. 
Claro, o ideal é conjugar diversas fontes de estudo para aproveitar o que há de melhor em cada uma delas, mas não há como fugir do que somos e de como preferimos aprender. Sendo assim, o ideal é que busque sua forma pessoal de render mais.
Por último, o mais óbvio: independente da escolha, a fonte deve ter qualidade. Não tenha medo de gastar dinheiro, pois isto será um investimento que vai render muito retorno. Comprar material de segunda mão só vai gerar perda de tempo. O que é barato no início, pode sair bem mais caro no final.
Fernando Bentes é diretor acadêmico do site Questões de Concursos e professor de direito constitucional da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

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