Carreira pede preparo intelectual e emocional

Além de enfrentar a rotina de estudos para a aprovação, candidato deve, também, saber lidar com o emocional.

Redação
Publicado em 26/06/2009, às 14h57

Em breve, um dos editais mais aguardados para esse ano será publicado e atrairá milhares de candidatos em busca de uma vaga na Polícia Rodoviária Federal. Serão 750 oportunidades distribuídas por todo o país (exceto aos estados do Pará e Mato Grosso, que ainda têm um concurso em validade) no cargo de agente da carreira da PRF. O salário inicial é bastante atrativo: R$ 5.620,12.

Uma novidade no concurso deste ano será a exigência do nível superior completo, já que uma medida provisória sancionada no ano passado alterou a escolaridade do cargo, que era de nível médio.


No entanto, seguir a carreira de agente na PRF exige, além da preparação para a prova,  que o candidato cumpra com alguns requisitos que nem sempre estão expressos no edital, aqueles relacionados ao comportamento psicológico.


Será que você possui tais características e está apto a seguir a carreira? Veja o relato de Benjamin Medeiros da Silva (foto), agente da PRF no Rio de Janeiro, que fala, entre outros assuntos, da rotina de trabalho e de como foi sua preparação para passar no concurso.

A preparação – Silva conta que se preparou por um curto período de tempo – cerca de três meses - para o concurso da PRF de 2002, mas de uma forma intensa, o que garantiu sua aprovação. Ele alternava estudos em casa, aulas em um curso preparatório no Rio de Janeiro e o trabalho. “De segunda a sexta-feira, assistia às aulas de uma turma básica, específica para o certame, na Academia do Concurso Público. Durante os finais de semana, estudava em casa por dez ou doze horas.  Entretanto, acabei por modificar essa rotina para que, tendo em vista o fato de eu trabalhar diariamente, pudesse estudar também durante a semana. Assim, passei para uma turma que só tinha aulas aos sábados e domingos, o que me possibilitou estudar em casa todos os dias da semana, das 17 às 23h, com um intervalo para o jantar”, explica.

Para ele, durante a fase de estudos, a falta de tempo foi o maior obstáculo, pois tinha que se dedicar, também, ao trabalho. Mas com força de vontade para alcançar seu objetivo, Silva não hesitou em seguir em frente. “Não é fácil pensar que há milhares de candidatos apenas estudando enquanto trabalhamos. Mas este obstáculo pode ser superado com dedicação, com força de vontade. Para isso, precisamos ter em mente que cada minuto de nosso tempo de estudo deve ser utilizado com total concentração e objetividade. É neste ponto que poderemos nos destacar da maioria que apenas estuda”, afirma.

Perfil – Silva diz que o candidato à carreira da PRF deve reunir algumas características. Na hora dos estudos e de prestar a prova, é importante que tenha um bom raciocínio lógico, capacidade interpretativa e ótima concentração. No que se refere à atividade policial, deve ter um bom controle emocional, raciocínio rápido e capacidade de se adaptar a diversas circunstâncias.


Dia-a-dia -  Silva explica que o trabalho do policial rodoviário federal é realizado, normalmente, em escala de serviço, no qual trabalha-se por 24h seguidas com folga de 72h.


Durante o trabalho, o profissional pode desempenhar diversas funções de natureza policial, que envolvem fiscalização, patrulhamento e policiamento ostensivo e atendimento e socorro às vítimas de acidentes rodoviários.  “Normalmente o policial realiza um trabalho de fiscalização visando não só ao combate à criminalidade como também à prevenção de acidentes, que, quando ocorrem, reclamam nosso socorro e salvamento. (...). Eu, pessoalmente, trabalho na 2ª Delegacia de Polícia Rodoviária Federal do Rio de Janeiro, responsável pela BR-101, principalmente pelo trecho da Ponte Rio-Niterói. Como sou motociclista, tenho como atribuições, além daquelas comuns a todos os policiais, coibir a utilização do acostamento pelos veículos e impedir o acesso de pedestres à ponte - infrações que comumente ocasionam atropelamentos com perda de vidas”, diz Silva.


Após algum tempo de trabalho na corporação, ele diz que o servidor pode desempenhar outras atividades relacionadas a planejamento, coordenação, supervisão, controle e avaliação operacional, além de direção das atividades da corregedoria, inteligência, ensino e promover a articulação e o intercâmbio com outras organizações e corporações policiais.

Plano de carreira – Um dos atrativos da PRF é o plano de carreira oferecido pela corporação. Segundo Silva, “o cargo de policial rodoviário federal está dividido em quatro classes, a saber: agente; agente operacional; agente especial e inspetor. Cada uma dessas classes possuem atribuições e responsabilidades específicas. As classes dos agentes operacionais e a dos agentes especiais estão subdivididas em seis níveis. Já a classe dos inspetores se subdivide em três níveis. A progressão entre elas - classes e níveis - se dá mediante antiguidade, com interstício de um ano e meio, ou por merecimento, com interstício de um ano”.

Satisfação – Após alguns anos exercendo a profissão, Silva define a carreira de policial rodoviário federal como fascinante e garante que todo o esforço para conseguir uma vaga valeu a pena.


Juliana Pronunciati/SP

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