Mudando os rumos

Um dos caminhos para solucionar o fraco desempenho de nossos alunos em provas, concursos e na assimilação de conteúdo de maneira geral é o reforço do processo de aprendizagem.

Redação
Publicado em 25/02/2015, às 17h07

William Douglas

Um dos caminhos para solucionar o fraco desempenho de nossos alunos em provas, concursos e na assimilação de conteúdo de maneira geral é o reforço do processo de aprendizagem. Entendemos que isso seja possível, no entanto, apenas com atenção ao que sustenta e dá base ao saber, ou aquilo que chamamos de “otimização de estudo”.

Otimização, como já diz o dicionário Aurélio “é o processo pelo qual se determina o valor ótimo de uma grandeza, é o ato ou efeito de otimizar, aprimorar, melhorar”. Assim, é tornar algo ótimo, é buscar o que é excelente, o melhor possível, “o grau, quantidade ou estado que se considera o mais favorável, em relação a um determinado critério”.

É através da otimização, portanto, que se torna possível estudar uma mesma quantidade de horas com um considerável ganho em agregação de novos conhecimentos, decorrente do acréscimo de qualidade. Respondendo à dúvida de milhares de concurseiros sobre “quantas horas devo estudar para passar”, a otimização afirma ser “a maior quantidade de tempo possível, sem que se perca a qualidade”, e ainda demonstra como é possível conquistar essa qualidade. Em suma, otimização é o aperfeiçoamento da capacidade de aprendizagem resultando em maior produtividade, exatamente o que tem faltado aos nossos alunos e candidatos.

No entanto, não podemos dispensar dessa fórmula a capacidade do aluno em transmitir o conhecimento. No ciclo da aprendizagem, existem alguns marcos que não podem ser dispensados. O primeiro deles é o planejamento, com o qual é possível determinar a quantidade de estudo, quais matérias serão estudadas e em que ordem, como otimizar o tempo etc. O segundo marco é o da atuação, quando você coloca a mão na massa e passa a exercer o seu planejamento. A terceira etapa é a de revisão, um momento extremamente importante, pois o aluno irá conferir o resultado das etapas anteriores – no processo de estudo, consideramos essa a etapa de exercícios, provas, concursos, enfim, situações em que o planejamento e o estudo em si (ação) serão colocados à prova. A última etapa é a da ação corretiva (o momento dos ajustes!), quando, munido do resultado de sua atuação, o aluno irá ajustar seu plano e reiniciar o ciclo.

Em meio a todo esse processo, é importante que se utilizem técnicas e que se personalize o estudo, adaptando essas mesmas técnicas às necessidades individuais de estudo. Como ensina Deming (1990), felizmente uma otimização total não é necessária. Basta que se chegue cada vez mais próximo dela. Um ganho pequeno e seguro pode ser o suficiente para alterar toda uma rota, colocando-a em ascendência.

Veja-se que nas corridas, de carros, cavalos e pessoas, alguns décimos de segundo diferenciam a vitória da derrota. Se o leitor puder agregar alguma qualidade aos seus estudos, isto já terá valido a pena.

É possível aprender a aprender e a aprender mais rápido, a ser mais inteligente, ler, escrever, falar e se apresentar melhor, a raciocinar, criar e imaginar soluções. Este é o caminho para mudar os rumos da sua história pessoal e, consequentemente, a história da humanidade.

“Cada um de nós pode trabalhar para mudar uma pequena parte dos acontecimentos... A história é feita de inúmeros atos de coragem e crença”.

John Kennedy

William Douglas é juiz federal, professor universitário, palestrante e autor de mais de 40 obras, dentre elas Como Passar em Provas e Concursos e As 25 Leis Bíblicas do Sucesso. Site: www.williamdouglas.com.br. Acompanhe-o nas redes sociais(@site_wd, @site_wd2 e William Douglas - Facebook).

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