PF agora investiga concursos da Anac e da Abin

Cespe/UnB promete adotar software desenvolvido pela PF para prevenir novas fraudes.

Redação
Publicado em 06/07/2010, às 15h24

A Polícia Federal (PF) investiga, como desdobramento da Operação Tormenta, os concursos públicos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), de 2009, e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), de 2008 – ambos organizados pelo Cespe/UnB. Segundo a PF, 45 pessoas estariam envolvidas, entre elas a irmã do policial rodoviário federal que repassou as provas à quadrilha envolvida com as fraudes no concurso 2010 da PF – clique aqui para ver a íntegra da matéria.

A quadrilha obtinha as provas durante a etapa de guarda dos malotes de provas, nas dependências da Polícia Rodoviária Federal. Um membro da PRF, que foi preso durante a operação realizada em junho, teria copiado os exames e repassado aos chefes da organização. Segundo a PF, a quadrilha atuava há 16 anos, tendo inclusive tentado fraudar a segunda fase do terceiro exame 2009 da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

De acordo com a PF, dos 45 suspeitos, 36 tiveram acesso privilegiado às provas da Anac, realizadas em julho do ano passado – desses 11 tomaram posse em postos de nível médio e superior. Os demais teriam prestado exame da Abin, sendo que apenas um tomou posse oficial de inteligência.

Cespe afirma investir em medidas antifraude

O Cespe/UnB publicou comunicado em seu site informando que “assim como outras organizadoras, foi vítima da quadrilha. A Polícia Federal enfatizou que não há qualquer indício da participação de servidores das organizadoras”, nas palavras de Ricardo Carmona, diretor-geral da organizadora.

Segundo a nota, a metodologia desenvolvida pela PF será utilizada pelo Cespe/UnB. A empresa também destacou as medidas preventivas que já vinha adotando, como o uso de gráfica própria, monitorada por câmeras de vídeo e scanner corporal; o fato de os malotes serem lacrados e conduzidos por servidores da UnB e, freqüentemente, também por membros da Associação de Delegados da Polícia Federal; uso de softwares de embaralhamento de itens da prova; e, durante a aplicação, veículos com equipamentos para detectar ondas eletromagnéticas que possam indicar comunicação eletrônica entre candidatos e pessoas externas, entre outras.

Aline Viana

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