Desvendando o Cespe/UnB

Conheça exatamente qual é o estilo de prova do Cespe/UnB, uma das bancas organizadoras de concursos públicos mais conhecidas do país

Luiz Rezende
Publicado em 13/11/2015, às 11h59

Quando é anunciado que o Cespe/UnB será a banca organizadora de algum concurso, os alunos, em geral, ficam apavorados. Isto porque, diferentemente de outras bancas, as questões do Cespe são majoritariamente diferentes, não sendo de múltipla escolha e sim assertivas, com uma afirmação sobre a matéria para que o aluno indique se ela está “certa” ou “errada”.
Fora o estilo de questão, a pontuação final do candidato é calculada de forma diferenciada, pois ao contrário de outras bancas organizadoras, como a Fundação Carlos Chagas (FCC) ou a Fundação Vunesp, em que uma questão correta vale um ponto e uma questão incorreta não retira pontuação, no Cespe uma questão correta vale um ponto e uma questão incorreta retira um ponto. 
Como o Cespe traz provas, em geral, com 120 questões, caso o candidato acerte 90 e erre 30, sua pontuação final será 60. Caso algumas matérias tenham peso dois, vale a mesma regra: dois pontos para questão certa e menos dois pontos para erradas.
Veja também: aprenda a estudar para concursos do Cespe/UnB
Outra importante característica do Cespe é a interdisciplinaridade nas questões, pois é cada vez mais comum que uma mesma questão traga a necessidade de conhecimento de mais de uma matéria e tópico, como esta questão da última prova de agente da Polícia Federal (PF): “A existência de uma rede mundial de computadores comprova o significado e o alcance da revolução tecnológica que tem caracterizado o mundo contemporâneo, realidade que se tornou ainda mais vigorosa a partir de meados do século passado.” (certo). A questão trouxe a necessidade de conhecimento sobre atualidades e informática.
Se existe uma banca organizadora que traz a necessidade de estudo direcionado é o Cespe, e quem é especialista na forma em que ela aborda as questões, os temas e os tópicos mais recorrentes, acaba obtendo vantagem. 
Lembre-se: estudar para concursos é se especializar em uma área e banca, e não atirar para todos os lados, pois corre-se o risco de não acertar nenhum alvo.
Luiz Rezende, orientador pedagógico do AlfaCon Presencial São Paulo.

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