A importância da revisão na preparação para concursos

Você sabia que parte do sucesso dos aprovados em concursos públicos se deve ao fato de conhecerem diversas técnicas de estudo?

Thiago Cabral
Publicado em 11/07/2017, às 15h10

Você sabia que parte do sucesso dos aprovados em concursos públicos se deve ao fato de conhecerem diversas técnicas de estudo? A revisão é uma dessas técnicas e tem um poder muito grande na hora de memorizar assuntos diversos por um longo período. É uma prática que pode ser usada não apenas nos estudos, mas em outros meios, como nos negócios, na tomada de decisão etc.
No caso da preparação para concursos públicos, a revisão faz toda a diferença. Mas é preciso conhecer algumas técnicas para garantir a efetividade do conteúdo aprendido e para fixar os assuntos. Conseguir lembrar o que aprendeu é uma das dificuldades mais comuns entre os concurseiros. Mas isso tem solução!
Cerca de 90% do que aprendemos cai no esquecimento em apenas uma semana. Esta é uma média e varia de pessoa para pessoa. Mas no caso dos candidatos, não dá para aceitar este percentual: é preciso alcançar estratégias que façam com que o conteúdo aprendido seja lembrado quando necessário.
O primeiro passo é entender o conteúdo: dificilmente você vai memorizar ou mesmo aplicar estas informações corretamente na prova se você não entendeu o que estudou. Ao prestar concursos públicos, que possuem uma grande concorrência e certa dificuldade, decorar não basta; é preciso compreender.
Outro detalhe é a prática: não adianta só compreender e memorizar, é preciso rever no dia seguinte – daí a importância da revisão. De acordo com especialistas, se o candidato não tem o hábito de revisar no dia seguinte, as chances de se esquecer são bem maiores.
E isso tem uma explicação: conforme o psicólogo alemão Herman Ebbinghaus, nosso cérebro é capaz de armazenar uma informação recém-adquirida, mas tende a esquecê-la gradualmente, ou seja, se você aprendeu um assunto hoje, após o primeiro dia de estudo, reterá 50% em memória do que aprendeu, sem revisão. Ao passar dois dias, o percentual cai para 30%. Se um conteúdo não for revisado, é bem provável que a sua mente esqueça de 92% desse conteúdo em uma semana. É o mesmo que dizer que apenas 8% do conteúdo será memorizado no longo prazo. Ebbinghaus deu a esta teoria o nome de “Curva do Esquecimento”. Obviamente, há outros fatores que pesam neste sentido, mas esta é a média indicada.

Como fazer a revisão adequadamente 

Como dissemos acima, o primeiro ponto é compreender o assunto e tirar as suas dúvidas. Fazer mapas mentais e resumos ajudam também a fixar o conteúdo e são instrumentos que podem ser utilizados até mesmo na revisão. Uma vez compreendido o assunto, a prática de revisão começa no dia seguinte, sem falta.
Conforme Ebbinghaus, o cérebro tende a recuperar o percentual de esquecimento, otimizando a fixação da informação de modo muito mais abrangente. Contudo, se deixar mais tempo, como dois dias, por exemplo, conseguirá reter apenas 30% se fizer a revisão.
Você pode realizar a sua revisão de muitos modos – por resumos, através da marcação de textos, flashcards, mapas mentais, exercícios, etc. Neste caso, o autoconhecimento conta muito, pois cada candidato tem suas formas preferidas de estudar e aquelas que funcionam melhor em cada caso.
Mas como muitos concurseiros estudam por meses e como o conteúdo do edital é geralmente bem grande e complexo, como efetivar a revisão, já que não basta apenas revisar no dia seguinte para ter bons resultados em uma prova que ocorrerá meses depois?
Com base nos estudos de Ebbinghaus, indico a revisão em três momentos distintos: 24 horas, 7 dias e 30 dias. Caso o tempo que antecede a prova for muito extenso, sugiro ainda uma revisão a cada três meses. A revisão de cada assunto estudado deve ser de 15 a 20 minutos feita no dia posterior. Já na etapa 2, após sete dias, o tempo de estudo pode ser de 10 a 8 minutos. Na revisão dos 30 dias, repete-se a revisão de 10 minutos. É desta forma que você utiliza a curva do esquecimento, que poderia ser um obstáculo, a favor dos seus estudos. Estas marcas podem ser ajustadas conforme a sua necessidade, mas todo o conteúdo do edital deve ser realizado.
Thiago Cabral é auditor-fiscal do Estado de Santa Catarina, coach e professor do Estratégia Concursos

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