Lições para toda a vida...

O que os filmes do cineasta Steven Spielberg nos ensinam? O que concurseiros e empreendedores podem absorver da filmografia de um dos mais importantes diretores de nosso tempo

Redação
Publicado em 13/01/2012, às 15h52



O que podemos aprender com os filmes de Steven Spielberg? O cineasta, que nesse primeiro mês de 2012 lança nos cinemas dois filmes (“Cavalo de guerra” e “As aventuras de Tintim: o segredo do licorne”), é um dos maiores patrimônios do cinema e da cultura pop. 
É muito difícil encontrar alguém que não tenha assistido a pelo menos um filme de Spielberg. Dos mais conhecidos “Tubarão”, “E.T”, “Jurassic Park – o parque dos dinossauros”, “Indiana Jones e a última cruzada” e “Guerra dos mundos”, àqueles mais segmentados como “O resgate do soldado Ryan”, “Prenda-me se for capaz”, “A lista de Schindler” e “A cor púrpura”. 
Que o diretor, com suas fitas, modificou conceitos de produção e distribuição de filmes é notório. Mas quais são as contribuições que os filmes de Spielberg podem fazer às nossas vidas? A pergunta, com ar retórico, se justifica pela veia otimista, familiar e incrivelmente positiva imprimida em seus filmes. Alguns detratores do cineasta o acusam de ser excessivamente infantil na abordagem dos conflitos em suas fitas e sempre privilegiar uma lógica familiar que nem sempre se verifica na realidade.
Os personagens de Spielberg sempre são ricos em fé. Não necessariamente em uma entidade superior, mas principalmente na capacidade humana de se desvencilhar de desafios agigantados por nossa vã percepção. A família, outro elemento sempre presente nos filmes do diretor, é outro vértice importante na visão de mundo construída pela filmografia “spielbergiana”. Na versão que fez de “Guerra dos mundos”, por exemplo, o mundo precisa beirar a extinção para que o personagem de Tom Cruise se torne bom pai. Em “A lista de Schindler”, baseado em história real, um alemão se incumbe de salvar quantos judeus for possível do regime nazista de Hitler. Em “O resgate do soldado Ryan”, um veterano de guerra relembra o sacrifício feito por um batalhão para que ele pudesse retornar à sua mãe. Em “E.T”, um alienígena de aura infantil só quer voltar para casa. 
O principal norte da filmografia de Spielberg é sublinhar a força que temos escondida em nós mesmos. Não raro, o diretor utiliza de subterfúgios sentimentalistas para tanto. Em “A cor púrpura”, por exemplo, ele ameniza a carga sexual do romance original, mas não economiza nas cenas tristes que retratam a dura vida de mulheres negras no início do século XX. 
Os meios de Spielberg, porém, são justificáveis para que se chegue ao fim pretendido. Mais do que provocar emoção, Spielberg parece disposto a instigar sua plateia  a ter mais fé em si mesma. Dentro da lógica profissional, essa é uma lição valiosa. 
O personagem de Tom Hanks em “O terminal”, por exemplo, se vê impedido de adentrar os Estados Unidos em virtude de um golpe militar em seu país de origem. Restrito ao aeroporto JFK (um dos principais daquele país), sem falar o idioma local e sem grandes perspectivas, ele vai aos poucos tornando aquela situação adversa, favorável. 
Esse espírito “para cima” dos filmes de Spielberg é necessário para lembrar-nos de que as derrotas e provações são parte do processo de viver, mas que não devem paralisar-nos.  
Com um novo ano começando, e com Spielberg chegando em dose dupla aos cinemas, é tempo de reiterar nossa fé em nós mesmos. 


Por Reinaldo Matheus Glioche

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