O “culpado” pelo seu sucesso ou fracasso é você mesmo

Muita gente passa grande parte da vida culpando outros por problemas pessoais, profissionais e até de estudos, mas não podemos colocar toda a culpa em fatores externos

Luiz Rezende
Publicado em 26/02/2016, às 16h44

Todos os dias converso com alunos e percebo algo interessante: muita gente passa grande parte da vida culpando outros por problemas pessoais, profissionais e até de estudos. Ouço alunos lamentando das dificuldades de estudos por conta da família e da demanda que gera a eles, da falta de tempo por conta do emprego, da necessidade constante de motivação, do cansaço, da crise econômica, dos 7X1 da Alemanha na Copa do Mundo, ou seja, tudo é motivo para que não se dedique aos estudos da forma que deveriam!
Problemas existem para todos, claro, e são reais, devem ser respeitados, pois cada um sabe o tamanho de seus problemas e limitações, mas o real problema é que não podemos colocar toda a culpa em fatores externos, pelo nosso sucesso ou fracasso.
No final de 2015 morreu um cara chamado Lemmy Kilmister, um cantor inglês, vocalista de uma banda chamada Motörhead, e mesmo tendo alcançado sucesso como artista, sua vida não foi nada fácil, pois o pai o abandonou ainda criança, foi criado com dificuldades pela avó, e mesmo assim encarou a vida, não lamentou e não apontou o dedo para os “outros” pelos seus problemas. Se ele tivesse desistido, nunca teríamos os acordes de “Ace of Spades”.
Da mesma forma que ninguém poderá se apropriar de seu sucesso, pois foi você que suou, que renunciou ao lazer, a coisas muito mais prazerosas do que os estudos. Ninguém é culpado pelo seu fracasso ou desistência, pois cada escolha nesta vida corresponde a uma renúncia! 
Nós repetimos todos os dias que estudar para concursos e conquistar o cargo público não é fácil, mas é simples! Na prática, o aluno dá um passo à frente quando percebe que culpar os outros pelas dificuldades que tem não ajuda em nada neste processo.
Um bom exemplo desta situação é o recente edital do INSS. Antes da publicação, muitos alunos lamentavam que se a prova fosse aplicada em fevereiro, teriam pouco tempo para estudar, que o programa era longo, que para o Cespe o estudo é diferenciado... Bem, o edital foi publicado e a prova está marcada para maio. Cinco meses para os estudos, 90 dias a mais para estudar, e muitos alunos reclamaram que deram uma desanimada porque a prova está “longe”. 
Qual a conclusão disso? Quando não entendemos que está em nossas mãos o caminho que iremos trilhar e as batalhas que resolvemos encarar, colocamos a culpa em qualquer coisa; na data da prova, na banca, na cor da parede ou no preço do dólar.
A vida não é fácil, ninguém vai favorecer você, então tome para si seu destino, entenda que problemas existem e não vão sumir por decreto, e comece a lutar por aquilo que é seu por direito: o sonho possível do cargo público!
Vale muito a pena, pela estabilidade, pelo plano de carreira, pela qualidade de vida, e por prestar um serviço para a sociedade. Tenho certeza que você, em algum nível, já passou pela enorme pressão que são as regras da iniciativa privada, onde questões como maior idade e local de moradia são elementos que muitas vezes fazem você ser preterido na entrevista de emprego. Aquilo que é ignorado e, muitas vezes, até desprezado na iniciativa privada, no serviço público é valorizado, como a idade ser critério de desempate ou títulos valorizarem a experiência profissional anterior. 
Pois é, vale muito a pena, mas lembre-se: o único “culpado” pelo seu sucesso ou fracasso é você mesmo!
Luiz Rezende, orientador pedagógico do AlfaCon Presencial São Paulo.

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