Concurso é suspenso por decisão da Justiça

Organizadora não contestará a decisão e promete ajudar nas investigações.

Redação
Publicado em 26/11/2009, às 10h59

O concurso de 750 vagas da Polícia Rodoviária Federal foi suspenso por decisão da 6ª Vara Federal do Estado favorável à Defensoria Pública da União do Rio de Janeiro (DPU/RJ). A decisão tem caráter liminar. A organizadora Furnio informou, por meio de sua assessoria, que não deve recorrer.

A decisão proferida pela juíza Regina Coeli Formisiano responsabiliza o governo federal e a Funrio por irregularidades durante a aplicação das provas objetiva e de redação. São questionadas pela DPU irregularidades como a indicação equivocada do local de realização das provas. Segundo o órgão, candidatos foram impedidos de entrar no Instituto Celso Lisboa em razão de dificuldades de chegar ao local de prova, situado em uma zona de conflito entre traficantes e policiais.

Na ação pública, o defensor público federal André Ordacgy questiona também a eliminação de 27 candidatos pela Funrio, entre eles o melhor classificados no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Eles foram excluídos em razão de supostas irregularidades apontadas por um sistema de segurança eletrônico que identifica coincidências entre os gabaritos e detecta cartões com alto índice de acerto entre os candidatos.

Suspensão deve durar 60 dias

Procurada, a Funrio afirmou que não pedirá a cassação da liminar. A organizadora informou que o concurso já estava suspenso em atendimento à recomendação do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF/RJ) desde o último dia 24, quando deveria ter sido divulgado o resultado das provas de redação.  O procurador Carlos Alberto Bermond Natal solicitou, em caráter extrajudicial, que a publicação de novos resultados ficasse suspensa por 60 dias, enquanto o MPF investiga o caso.  

A Funrio informou que irá acompanhar ambos os processos e prestar todos os esclarecimentos às investigações, inclusive os resultantes de sua sindicância interna. Já é possível afirmar, segundo a organizadora, qual o sistema de fraude supostamente adotado pelos candidatos eliminados, pois não foi constatado o vazamento do gabarito. A Funrio declarou que demais informações não seriam divulgadas para não prejudicar as investigações.

Em nota divulgada hoje, a PRF informou que atenderá às recomendações do MPF/RJ e que irá dar “abertura a procedimento administrativo para apurar eventuais infrações contratuais cometidas pela Funrio”.

Aline Viana/SP

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