VEJA a entrevista com o segundo colocado do concurso TCE RJ - Analista de Controle Externo

Gabriel nos relatou a sua experiência e, principalmente, os macetes para entrar no funcionalismo público em um certame tão concorrido como o concurso TCE RJ

PUBLIEDITORIAL
Publicado em 20/04/2021, às 14h21

Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro
Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro - Divulgação

O concurso TCE RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro) para Analista de Controle Externo é um dos mais concorridos do Brasil. Ser aprovado no certame já é um feito, imagina passar em 2 º lugar. Em parceria com Estratégia Concursos, conversamos Gabriel de Lemos Silva, responsável pela marca citada acima. Confira o nosso bate papo.

Estratégia Concursos: Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Gabriel de Lemos Silva: Sou formado em Engenharia de Redes de Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB). Tenho 31 anos. Sou de Brasília.

EC: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos?

Gabriel: Minha decisão de estudar para concursos públicos começou na época em que eu ainda estava cursando a graduação. Eu estava querendo trabalhar, porém estava difícil pra conseguir estágio remunerado ou algum emprego na iniciativa privada. Durante uma greve que teve na UnB, eu decidi estudar para os concursos da Caixa Econômica Federal e da Secretaria de Justiça do Distrito Federal. Consegui ser aprovado na Caixa Econômica Federal e comecei a trabalhar lá em 2010.

EC: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

Gabriel: Com exceção do primeiro concurso em que fui aprovado (Caixa Econômica Federal), em todos os outros concursos que prestei, eu trabalhava e estudava. Geralmente eu conciliava da seguinte forma, após o trabalho ia para bibliotecas ou fazia cursinhos preparatórios. Estudava nos fins de semana e sempre que sobrava um tempo extra no trabalho eu estudava. Enquanto eu estava no meu horário de trabalho, eu tentava executar minhas demandas da forma mais rápida que eu pudesse, para que pudesse sobrar algum tempo livre para estudar.

EC: Em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Gabriel: Fui aprovado nos seguintes concursos:

  • Caixa Econômica Federal 2010 – Técnico Bancário (Exerci o cargo de 2010 a 2011)
  • Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos 2011 – Engenheiro de Redes (Exerci o cargo de 2011 a 2019)
  • Superior Tribunal de Justiça 2018 – Técnico Judiciário – Área de Apoio Especializado Suporte Técnico (4º Lugar) (Exercendo o cargo no momento 2019 -)
  • Câmara Legislativa do Distrito Federal 2018 – Consultor Técnico Legislativo – Analista de Sistemas Área 3 (13º Lugar)
  • Assembleia Legislativa do Goiás 2018 – Analista Legislativo – Segurança da Informação (2º Lugar)
  • Tribunal Regional Federal da 4ª Região 2019 – Analista Judiciário – Área de Apoio Especializado Infraestrutura em Tecnologia da Informação (13º Lugar)
  • Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro 2020 – Analista de Controle Externo – Tecnologia da Informação (2º Lugar) (Aguardando recursos da discursiva e prova de títulos) – Último concurso

EC: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados?

Gabriel: É uma sensação indescritível. De muita alegria em saber que todo o esforço foi recompensado.

EC: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Gabriel: Eu saía com amigos, família e etc. Acredito que uma postura muito radical não é benéfica. O nosso corpo e a nossa mente precisam de equilíbrio. É claro que tem que ter moderação no convívio social, mas é importante ter o momento de estudar, de se divertir, de fazer alguma atividade física, de dormir e de estar com familiares e amigos. Toda vez que eu ia estudar, eu me preocupava em “fazer render” aquele momento de estudo, ou seja, era com total concentração, sem distração com celular.

EC: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

Gabriel: Atualmente sou casado. Mas durante boa parte da minha trajetória de concurseiro namorava e morava com meus pais. Mas minha família e minha esposa sempre me apoiaram nessa caminhada. Quando eu morava com meus pais, eles entendiam e não me incomodavam enquanto eu estava estudando. E minha esposa sempre foi compreensiva em relação a ter que abrir mão de alguns momentos de lazer para que eu pudesse estudar. Ela sempre me incentivou muito a continuar estudando e progredindo na carreira.

EC: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Gabriel: Sim, acredito que vale a pena fazer outros concursos enquanto não chega aquele concurso que é seu objetivo maior. Até porque existem muitos concursos que podem servir como “concursos escada”, que podem te trazer motivação para alcançar concursos de maior dificuldade de aprovação. Mas uma coisa que eu considero essencial é ter um foco em uma carreira. Por exemplo, carreira policial, judiciária, fiscal, controle, bancária e etc. Nesse momento estou focado nas carreiras fiscal e de controle, é possível fazer isso, porque existem várias matérias correlatas nessas duas carreiras. Tenho um desejo grande de trabalhar no TCU ou na Receita Federal e pretendo seguir estudando para alcançar esse objetivo.

EC: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso em que foi aprovado?

Gabriel: Em relação a esse último concurso do TCE-RJ aconteceu uma situação um pouco atípica por causa da pandemia. Essa situação me permitiu estudar por um ano já com o edital lançado. Mas considero que o que fez a diferença na minha aprovação, foi o último mês antes da prova em que consegui fazer uma revisão intensificada.

EC: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Gabriel: Sim, já estudei sem ter edital na praça. Para manter a disciplina, eu montava um cronograma de estudos. Cada dia que eu percebia estar avançando no cronograma, isso me deixava cada vez mais motivado. Meu cronograma de estudos era baseado em disciplinas de concursos correlatos ao que eu almejava fazer ou de editais anteriores (caso o último concurso tivesse sido realizado a poucos anos).

EC: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Gabriel: Conheci o Estratégia através de um colega que fazia cursinho comigo em um cursinho preparatório. Ele me mostrou os materiais e achei bem interessante os PDFs.

EC: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? O que funcionou melhor para você?

Gabriel: Utilizei bastante os PDFs, o sistema de questões, os mapas mentais e algumas olhadas pontuais em videoaulas. Para mim os PDFs funcionam muito bem, pois os professores do Estratégia conseguem consolidar os assuntos em aulas curtas e com muitos exercícios comentados. Eu consigo absorver melhor o conhecimento por meio das questões comentadas.

EC: Uma das principais dificuldades de todo concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso?

Gabriel: Eu costumava estudar uma ou duas disciplinas por dia. No dia seguinte, estudava outras disciplinas e ia fazendo isso até completar um ciclo de estudo passando por todas as disciplinas do edital. Caso o concurso tivesse um peso maior em algumas disciplinas, gastava mais tempo de estudo nelas. Na proporção 2/3 do tempo nas disciplinas com maior peso e 1/3 nas disciplinas com menor peso. Eu tinha mais facilidade em aprender resolvendo questões, por isso gastava 2/3 do meu tempo de estudo fazendo questões e 1/3 olhando a teoria. Utilizava uma planilha para controlar a minha evolução nas aulas e nas disciplinas. Costumava estudar em torno de 4 horas por dia.

EC: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Gabriel: Contabilidade era uma disciplina que eu tinha dificuldade. Para superar essa dificuldade, eu comecei a gastar mais tempo de estudo com essa disciplina. Passei a fazer um estudo mais intensivo e olhar algumas videoaulas, que tem a explicação um pouco mais detalhada pelos professores.

EC: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Gabriel: A semana que antecedeu a prova foi muito importante, consegui fazer revisão de boa parte do conteúdo do edital. Nas duas últimas semanas antes da prova para ser mais exato. Na véspera da prova, eu fiz uma revisão rápida de assuntos que eu acreditava que poderiam cair na prova discursiva.

EC: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Gabriel: Na prova discursiva é basicamente saber passar pro papel todo o conteúdo que você estudou durante os meses de preparação pro concurso. Então o que eu aconselho é treinar a prova discursiva, para se acostumar com o tempo de prova, treinar a caligrafia e praticar as técnicas de discursiva. Por isso, é importante fazer treinos de discursiva como se fossem simulados, utilizando provas de outros concursos correlatos ou os temas propostos pelos professores do Estratégia. Na minha preparação, eu utilizei os temas propostos nas aulas de discursivas do Estratégia para poder fazer as questões e peças técnicas. Também assisti à videoaula que explicava como fazer a peça técnica o que me ajudou bastante também.

EC: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Gabriel: Acredito que meu principal erro foi não ter dado um pouco mais de ênfase nas matérias específicas do meu cargo. Isso acabou me prejudicando em uma das questões discursivas. Resolvi gastar a mesma quantidade de tempo de estudo nas básicas e nas específicas, porque não tinha diferença de peso na prova objetiva. Meu principal acerto foi ter feito um mês intenso de revisão antes da prova, fazendo muitas questões e olhando a teoria de todas as matérias do edital.

EC: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Gabriel: Existiram alguns momentos em que minha motivação diminuiu, principalmente por causa pandemia. A incerteza de quando aconteceriam os concursos me deu uma desmotivada. Mas nunca pensei em desistir. Pensei que em algum momento as provas iriam acontecer e agradeci por ter um pouco mais de tempo para estudar. Isso me permitiu a me manter motivado durante esse ano de preparação.

EC: Qual foi sua principal motivação?

Gabriel: Minha principal motivação foi pensar em estar num cargo com estabilidade, ótima remuneração, grande carreira e ambiente de trabalho. Sabia que se chegasse lá, poderia proporcionar uma melhor qualidade de vida para mim e para minha família.

EC: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar onde você chegou!

Gabriel: Eu aconselharia a quem está iniciando os estudos, começar pelas matérias básicas que caem em quase todos os concursos (Português, Direito Constitucional, Direito Administrativo e Raciocínio Lógico). Depois tentar definir uma área de interesse. Caso o candidato ainda não seja formado, também existem ótimas opções de concursos para nível médio, principalmente nos tribunais. Além de traçar uma estratégia de estudo, é importante sempre manter a disciplina e a crença de que você vai chegar lá. A aprovação é uma questão de tempo, basta continuar tentando.

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