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Como passar em concurso público andando de bicicleta

Conheça a história de Evandro Torezan, autor do livro "De catedral a catedral - como passar em concurso público andando de bicicleta" e de como o ciclismo o ajudou a conquistar uma vaga de auditor do TCU



Fernando Cezar Alves
Publicado em 01/12/2017, às 14h49

Concurseiro. Escritor. Ciclista. Como estas três características, aparentemente tão díspares se concatenam é a premissa do livro “De catedral a catedral: como passar em concurso público andando de bicicleta”, do escritor Evandro Torezan, que conta como a atividade o auxiliou nos estudos, até conquistar uma vaga no funcionalismo público, onde exerce o cargo de auditor federal de controle externo do Tribunal de Contas da União (TCU), um dos mais almejados da carreira pública. 
Sua trajetória teve início em 2008, na cidade de Botucatu, no interior paulista, quando, ao voltar de férias, encontrou a empresa onde trabalhava fechada, devido ao não pagamento de uma conta de energia elétrica. “Fiquei muito preocupado com a situação da empresa, que já não estava boa há anos, mas o incidente me deixou alerta. Com esposa e filho pequeno, concluí que precisava de algo mais estável. Então, concurso público se tornou uma opção, pois teria bom salário e estabilidade”, explica.
Com isto em mente, mudou-se para Brasília em 2009 e começou a prestar concursos. “No início, sem estudar, os resultados eram até bons, mas ficava longe das vagas”. Em agosto, surgiu o concurso do Ministério da Educação, que esperava há tempos. “Estudei muito e obtive meu primeiro sucesso. Passei em primeiro lugar”, conta. Segundo ele, como estava no ritmo, continuou prestando, com bons resultados. “Fui passando em quase todos, alguns dentro do número de vagas, outros não”, conta.

Evandro conta que, além da primeira colocação no MEC, obteve a nona posição na Companhia de Saneamento do Distrito Federal, segunda no Departamento Nacional de Produção Mineral, 13ª no concurso da ANEEL, 26ª no MPU e 38ª no TCU. “Passei em oito concursos, sempre para tecnologia da informação, e fui trocando de cargos até chegar ao TCU”.
Mas quando começou a se preparar para o primeiro concurso que conseguiu aprovação, no MEC, Evandro fez uma promessa: em caso de sucesso iria pedalando de Brasília até Aparecida. “Assim, o livro relata também a história do pagamento da minha promessa, uma viagem de 1.700 km, que está inspirando concurseiros e ciclistas em todo o país”, diz. “A bicicleta foi um importante instrumento de preparação na minha jornada concurseira”, explica. De acordo com ele, que é ciclista desde a adolescência, quando resolveu prestar concursos ficou preocupado com a possibilidade de ter que parar de pedalar. “Fiz o possível para continuar e, aos poucos, percebi que em vez de atrapalhar, a bicicleta me ajudava. A endorfina liberada evitava que me estressasse. A bike me ajudava a acordar cedo todos os dias, para pedalar ou estudar. No momento em que pedalava, minha mente viajava nas matérias, fixando e aprofundando conteúdo. Pedalar confere características fundamentais ao sucesso, como resistência, resiliência, força, concentração e velocidade de raciocínio”, conta.
No início, Evandro estudava quando dava e o que queria. Com o tempo, adquiriu metodologia e começou a planejar os estudos, registrando o tempo para cada matéria. “Como eu trabalhava de dia, estudava de madrugada, todos os dias. A bike me ajudou nisso. Alguns dias acordava para estudar e outros para pedalar. Assim, acordar 3 horas da manhã tornou-se um hábito. Estudava até às 7 horas e ia trabalhar. Estudava mais uma hora no metrô e, à noite, me dedicava à família. Nos finais de semana mantinha os estudos apenas de madrugada, mantendo minha vida social e esportiva, para evitar o overtraining de estudos. Essa rotina durou certa de 18 meses”, conta.     Hoje, atua no cargo de auditor do TCU, considerada uma carreira das mais almejadas do funcionalismo. “A sensação de ser aprovado é indescritível. O TCU é o melhor lugar que já trabalhei. Os salários são ótimos, as pessoas são inteligentes e dedicadas. A área de tecnologia da informação, onde atuo, tem importância estratégica no Tribunal, uma vez que não há mais processos em papel e se houver alguma paralisação nos sistemas, o tribunal para”, diz. “É gratificante ver uma decisão do TCU contribuir para a melhoria do estado e saber que tal decisão tem nossa efetiva contribuição. Além, claro, das vantagens pessoais de trabalhar lá, como a remuneração, que é uma das melhores da administração pública federal, carga horária de 35 horas semanais, teletrabalho, ótima infraestrutura, possibilidade de remoção para outros estados e plano de saúde, além de programa de acompanhamento da saúde do servidor”, conta.  

Para quem pretende ingressar, ressalta que é importante estar ciente de que é necessário ser exemplo de respeito, responsabilidade e eficiência. “Não servimos a um governo ou governante, servimos ao povo brasileiro”, diz. “Sinto-me realizado. Só me arrependo de ter demorado tanto para entrar. Dedique-se, estude com afinco e constância. Construa cada degrau da escada que levará ao cargo público. Alguém tem que que passar. Lute para que esse alguém seja você”.

O Livro


Por fim, os interessados em conhecer melhor a história do Evandro também podem adquirir o livro “De catedral a catedral: como passar em concurso público andando de bicicleta”, por R$ 30, já incluindo frete para todo o Brasil, pelo site serpedalante.com/catedral.


livro

+ Resumo Empregos Vida em Parágrafos

Vida em Parágrafos
Vagas: Não definido
Taxa de inscrição: Não definido
Cargos: Auditor
Áreas de Atuação: Não definido
Escolaridade: Não definido
Faixa de salário:
Organizadora: O próprio órgão
Estados com Vagas: AC, AL, AM, AP, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RO, RR, RS, SC, SE, SP, TO

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