Mais um degrau rumo à Receita Federal

Aprovada no concurso de escrevente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Natacha Ramos ainda alimenta o sonho de chegar à Receita Federal

Redação
Publicado em 21/09/2012, às 16h01

O Tribunal de Justiça de São Paulo acabou de lançar um edital em que oferece 1.035 vagas na carreira de escrevente técnico judiciário. A função exige o nível médio completo e conta com remuneração em torno de R$ 4,1 mil para jornadas de trabalho de 40 horas semanais. Entre as atribuições, estão: atividades de suporte técnico e administrativo às unidades do TJ, dar andamento a processos judiciais e administrativos, atender ao público interno e externo, além de elaborar e conferir documentos.

O momento, portanto, é mais do que propício para ouvirmos alguém que já teve a felicidade de ser aprovada no cargo em concurso anterior do órgão. Falamos de Natacha Ramos e a seleção a qual nos referimos teve edital divulgado no final de 2010 e contou com cerca de 22 mil inscritos somente para as comarcas de Campinas, gerando uma concorrência de 523 candidatos por vaga. No total, eram 93 chances, sendo 42 na região de Campinas e 51 na região de Guarulhos.

Mas tais números não foram páreo para Natacha, que já passou por outras boas experiências em relação aos concursos públicos. Já foi estagiária da Defensoria Pública de São Paulo e fiscal tributário em Santo Antonio de Posse, município localizado a 149 km da capital paulista, na região de Campinas.

Ela deixa claro, no entanto, que este concurso ainda não é seu objetivo final, mas foi um degrau importante. “Minha meta final era magistratura até conhecer a área fiscal, pela qual me apaixonei, e hoje minha meta é o concurso de auditor fiscal da Receita Federal do Brasil, sendo o degrau anterior a esse, o cargo de analista tributário, cuja prova é agora no dia 23 de setembro”. O processo seletivo em questão conta com um total de 950 oportunidades, sendo 700 para analista tributário. A concorrência é grande: 89.791 inscritos, gerando média de 128 por vaga. A remuneração é bem atraente: R$ 13.600.

Quando questionada sobre o motivo de enveredar pela carreira pública, Natacha esclarece. “Decidi inclinar para a carreira pública por muita influência de meu pai e por constatar na prática que a iniciativa privada deixa muito a desejar”.

Mas a conquista não foi fácil. “Foi árdua e se iniciou quando da preparação para a prova da OAB. Continuei no ritmo de estudo, mas depois da aprovação na OAB, fiquei voltada para o concurso.”

Natacha diz que as principais dificuldades enfrentadas se resumem “em deixar muito de lado a vida social, sendo taxada de louca, bitolada e etc”. Mas ela afirma que sempre levou e continua levando na brincadeira, pois sabe que é um período de plantio para depois haver a colheita dos frutos. “Como amo estudar, não sofro em ficar várias horas por dia debruçada nos livros... Mas deixar a vida social, realmente, é o que mais pesa... e parece que tudo acontece quando você não pode ir...”.

Ela deixa claro que a rotina de estudos também foi árdua, “me programando financeiramente para conseguir ficar um período sem trabalhar e me dedicando 100% aos estudos, e, quando possível, fazendo curso preparatório para complementar os estudos.”

A nova escrevente do Tribunal de Justiça de São Paulo deixa suas dicas para quem busca entrar na carreira pública. “Quem quer prestar concurso público deve traçar o objetivo e correr atrás. Independentemente dos sacrifícios que se tenha que fazer, pois quando vem a aprovação, a nomeação, a posse e, principalmente o primeiro ‘salário’, tudo fica lindo!”, encerra Natacha aos risos.

Renan Abbade/SP

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