Um bom ano

Conheça o engenheiro Leonardo Coelho que obteve dez aprovações em pouco mais de um ano

Carolina Pera
Publicado em 23/06/2014, às 09h32

Uma dezena de aprovações em um ano e dois meses. Este é o feito que Leonardo Coelho conquistou. Em três dos concursos que prestou, ele obteve aprovação em primeiro lugar; em quatro, ficou entre os dez primeiros. Hoje, o concursado atua como auditor-fiscal da Receita Estadual do Rio de Janeiro.

Graduado em engenharia da computação e cansado do ritmo frenético da vida que levava como empresário da área de tecnologia da informação, decidiu se preparar e prestar concursos públicos.

“Eu fui empresário da área de TI por nove anos. Tive muitos bons momentos e levava uma vida relativamente boa, mas trabalhava muito e comecei a ficar um pouco cansado do ritmo que estava tomando. Financeiramente, era até melhor que alguns concursos, mas a qualidade de vida era bem sacrificada, por conta das tantas responsabilidades, viagens e fins de semana trabalhando”, conta.

Leonardo focou, então, o cargo de auditor-fiscal, e seguiu até conquistar a posição desejada. “A mudança principal para mim foi a opção de vida. Queria um trabalho em que me esforçasse intelectualmente e trabalhasse de forma séria, mas sem exageros além das 40 horas semanais. E que ao mesmo tempo fosse remunerado de forma a manter uma boa qualidade de vida com minha família”.

Mas a jornada não foi tão fácil. O engenheiro estudou de novembro de 2012 a janeiro de 2014, ou seja, o ano inteiro de 2013. “Peguei-me algumas vezes chorando de estresse e cansaço depois de resultados ruins ou após abdicar de algo importante, como um feriado ensolarado com amigos ou família. Mas encarei isto de uma forma positiva: estudava mais fortemente para passar logo por aquele período”.

Sem desistir, a cada passo ele ia melhorando. “Via, a cada dia, uma pequena evolução. E na visão do todo, percebia que estava progredindo. Mas os resultados demoram, sobretudo para concursos de alta competitividade. Lá pelo quinto ou sexto mês, eu continuava tomando ‘bomba’ em algumas provas”, relembra.

Leonardo percebia que lhe faltavam detalhes e foi tentando ajustar seus estudos. A preparação dele durante os 14 meses baseou-se em vídeos, aulas por áudio, leis, exercícios, provas e resumos. “Mas, naturalmente, bate aquela preocupação: estou fazendo isto certo? Estou no caminho correto? Será que não devo mudar a forma de estudar? Não devo mudar o material, fazer um cursinho presencial? O desespero de todo concurseiro, acredito eu!”. Mas neste mesmo ano de estudos (2013), nove de suas aprovações foram conquistadas. Um bom ano para Leonardo!

Ele admite que sempre foi estudioso e que isso contribuiu bastante para o seu aproveitamento: “sempre gostei de estudar mais que a média e isto me ajudou. Trouxe uma bagagem boa de matérias como português, inglês e exatas, o que me poupou muito tempo de estudos”.

Quando questionado se já está realizado, ele não nega que ainda há o que ser feito, porém, deixa claro que concursos não serão mais o seu foco. “É padrão da natureza humana estar na constante busca pela realização. Como espécie, isto nos ajudou a evoluir e chegar aonde estamos. Particularmente, sinto-me muito feliz e agraciado. Ser auditor-fiscal do Rio de Janeiro é uma conquista maravilhosa, e sou feliz por isto. Acredito que ainda tenho muito a fazer na vida, mas nada de concursos”, ressalta.

O auditor é também professor universitário e não pretende parar por aí. Com toda sua bagagem de concursos, quer ensinar aos que têm vontade de seguir o mesmo caminho que ele trilhou. “Gosto muito de dar aulas e sempre fui um entusiasta do 'aprendizado sobre o aprendizado', isto é, de como pessoas diferentes aprendem e assimilam assuntos diversos, o que envolve muita técnica de ensino, pedagogia e até mesmo psicologia. Sem dúvida, continuarei dando aulas e pretendo focá-las em concursos também”, finaliza.

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