Se você ainda não conhece o site deles...

Dois amigos criaram um site revolucionou o mercado brasileiro de compras coletivas. Conheça e história de Guilherme Langer Wroclawski e Heitor Chaves

Redação
Publicado em 05/08/2011, às 16h14

Os melhores negócios nem sempre estão escondidos no mundo das ideias, esperando ser resgatados por algum gênio. Eles podem estar, perfeitamente, à sua frente, apenas aguardando para serem descobertos. Com o gene do empreendedorismo ativado, o publicitário Guilherme Langer Wroclawski, 27 anos, junto com um amigo de faculdade descobriu um nicho nas compras coletivas e hoje tem planos de continuar crescendo. “Foi importante viver dentro desse mercado para encontrar o gatilho”, revelou ele.

Os sites de compras coletivas eram uma promessa promissora no mercado norte-americano quando Guilherme e Heitor Chaves resolveram trazer a novidade para o Brasil. Eles elaboraram um site para desbravar o setor no país e teria sido uma ótima ideia, não tivesse ela ocorrido também a grandes investidores nacionais e internacionais. “Éramos empreendedores caseiros e vimos que tínhamos dificuldade de brigar com esses grandes sites e começamos a pensar em como poderíamos agregar valor ao nosso trabalho”, conta Guilherme.

Novamente, papo vai, papo vem, a solução apareceu. Eles se colocaram no lugar do cliente para buscar a resposta que iria lhes permitir se destacar e fazer dinheiro.  “O internauta teria que entrar em dez sites todos os dias para acompanhar as ofertas, hoje são mais de mil sites, e iria receber milhões de e-mails. Quando a gente se colocou nesse ponto, vimos que o foco teria que ser no usuário”, relembra Guilherme.

De volta à mesa de projetos, eles começaram a desenhar um portal que reunisse as promoções oferecidas pelos diversos sites de compras coletivas. Bingo! “Foi um movimento muito rápido de implementação e caiu num boca a boca do usuário. Em um mês já tínhamos 40 mil pessoas acessando o site, sem mídia nenhuma”, disse.

O sucesso veio após seis meses de noites mal dormidas, como conta Guilherme: “Tínhamos a questão do tempo, de ser o pioneiro. Os sites publicam novo conteúdo após a meia-noite. A gente capturava o conteúdo, na base do ‘control c’ (copiar) e ‘control v’ (colar), até as cinco da manhã”. Os dois publicitários chegaram a cogitar uma estrutura mais sofisticada para publicar o conteúdo, mas isso levaria um tempo que eles não tinham. Às oito horas, os dois já estavam de pé conferindo os resultados: a cada dia mais cinco mil internautas se cadastravam no portal que eles criaram, o SaveMe, expressão que vem da língua inglesa e que, em uma tradução livre, aponta para a missão do site: “economizar”.

“Não conheci nenhuma história que tenha dado certo e que não tenha uma fase de dedicação total. Ainda mais quando vem de empreendedores que não têm muito investimento. Dormíamos três horas e meia por dia. Hoje faz parte da nossa história e é legal e dá orgulho falar isso”, assume Guilherme.

Tanto sucesso chamou a atenção de um sócio capitalista, que decidiu comprar a maioria acionária do site, mas optou por manter Guilherme e Heitor na direção dos negócios. “Ele entrou com o apoio financeiro que precisávamos para fazer um produto melhor e acreditou que ninguém melhor do que a gente, que desenvolveu o site até aquele momento, para fazer isso”, explicou o novo empresário.

O leitor pode adivinhar que, justamente por conseguirem dormir por mais horas, os sonhos dos dois amigos não param de surgir. Entre os planos está a possibilidade de que o usuário verifique ofertas de acordo com o CEP (código de endereçamento postal) de sua preferência, use um organizador para não perder o prazo de validade das ofertas e até acesse o portal via smartphone.

Aline Viana


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