54% dos profissionais querem propor aos gestores a continuidade do home office pós-pandemia

Realizada entre os dias 23 de março e 5 de abril deste ano, a pesquisa alcançou 705 respondentes, sendo que a taxa de conclusão do questionário foi de 90%

Douglas Terenciano | douglas@jcconcursos.com.br
Publicado em 26/05/2020, às 11h47 - Atualizado às 12h06

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Divulgação

A Fundação Dom Cabral, escola de negócios, em parceria com a Grant Thornton, divulgou a pesquisa "Covid-19 - Home Office - Trabalho Remoto", que analisa como colaboradores têm lidado com o trabalho em casa por conta do coronavírus. Dentre os dados do levantamento, o destaque fica para a referência de 54% dos profissionais que pretendem propor aos gestores a continuidade do trabalho remoto pós-pandemia.

Vale destacar que o levantamento leva em consideração aspectos como a utilização das ferramentas de tecnologia para trabalhar, a maneira de lidar com a falta de interação pessoal com a equipe de trabalho, bem como com o espaço físico da onde se trabalha. Outros destaques da análise são: 38% dos respondentes disseram sentir falta de interagir presencialmente com colegas de trabalho; e mais de 62% disseram concordar com a afirmação "Tenho que me encontrar com colegas de trabalho em outros locais (café, lojas, biblioteca, espaço de co-working) para poder continuar trabalhando remotamente".

"A ideia de fazer a pesquisa nesse período foi proposital: estávamos na segunda semana da quarentena e, portanto, faríamos o levantamento com as pessoas mais acostumadas ao home office, podendo opinar sobre o tema com mais propriedade", explica Fabian Salum, da Fundação Dom Cabral. "Além de levantar resultados e percepções quanto à prática do trabalho remoto, um dos principais objetivos nossos com a pesquisa é conseguir projetar cenários futuros dentro das empresas quanto a uma possível mudança ou implementação maior da prática do home office", completa.

Além disso, quase 50% dos participantes da pesquisa disseram concordar totalmente com a afirmação "O espaço físico que dedico para o trabalho remotamente permite que eu produza remotamente". Ainda de acordo com o levantamento, quando questionados com a pergunta "Após as medidas de prevenção, você tem a intenção de propor para seu gestor / líder a continuidade do trabalho remoto?" os participantes, dentro do universo de 669 respondentes, mais de 54,11% de respostas na opção "sim".

"Podemos afirmar que os participantes da pesquisa entendem que a prática de home office no contexto atual não pode ser contabilizada como um ambiente ideal, pois vive-se um momento imposto e não flexibilizado", conta o professor. "Ainda assim é possível concluir que eles percebem a experiência do trabalho remoto como positiva, mas que é necessário mais reflexão e clareza na administração das tarefas do trabalho e de ordem pessoal, tanto do ponto de vista organizacional como no aspecto de relacionamento com as pessoas", diz Fabian.

"Estamos passando por um processo de mudança de cultura organizacional que exigirá principalmente das lideranças empresariais uma mudança de mindset na gestão do seu capital humano", explica Ronaldo Loyola, sócio da área de capital humano, da Grant Thornton. "Esta pesquisa demonstrou que temos uma grande oportunidade a partir da retomada das atividades, mesmo com tantos desafios relacionados à tecnologia, pessoas, produtividade, ergonomia, dentre outros", afirma.

A pesquisa foi idealizada pelo professor da área de estratégia da Fundação Dom Cabral, Fabian Salum, em parceria com a Grant Thornton, e alcançou 705 respondentes, sendo que a taxa de conclusão do questionário foi de 90%. Ou seja, o levantamento possui 636 respostas válidas, que foram obtidas por meio de um questionário eletrônico (e-survey) enviado para as bases de dados e de relacionamento da Grant Thornton e CRE-FDC. A pesquisa começou a ser veiculada entre os dias 23 de março e 5 de abril deste ano.

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