Com Selic em 14,25% ao ano, Conselho avalia subir juros do consignado para aposentados INSS. Entenda os impactos e o que está em jogo
O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) discute a possibilidade de aumentar o teto de juros do empréstimo consignado para aposentados INSS e pensionistas. A medida é uma resposta à alta contínua da taxa básica de juros (Selic), que hoje está em 14,25% ao ano – o maior patamar desde 2015.
Desde janeiro de 2025, os juros máximos do consignado estão em 1,80% ao mês (23,87% ao ano), após um reajuste de 0,14 pontos percentuais. Bancos argumentam que, com a Selic em ascensão, o limite atual inviabiliza a oferta do crédito, considerado essencial para milhões de aposentados.
A categoria pressiona por um teto próximo a 2% ao mês, mas o governo resiste, temendo encarecer o acesso ao produto.
Em 2023/2024, o governo reduziu gradualmente os juros do consignado, mesmo com a Selic subindo.
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Em setembro de 2024, a Selic ultrapassou 13%, pressionando instituições financeiras.
O consignado é o crédito mais acessível para aposentados, com desconto direto no benefício. Atualmente, as regras permitem comprometer até:
Se o CNPS aprovar o aumento, os juros subirão pela segunda vez em três meses, impactando o custo final do empréstimo.
Enquanto bancos alegam que o teto atual inviabiliza operações, o Ministério da Previdência defende que aumentos excessivos prejudicam aposentados de baixa renda. A reunião desta terça promete debates acalorados, com representantes de trabalhadores, empregadores e aposentados no CNPS.
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