Agregar valor. Tão simples que ninguém pensa nisso

Existe em abundância, empresários que reclamam de tudo que está ao seu redor.

Redação
Publicado em 14/12/2009, às 09h43

* Profº. Edison Andrades

Existe em abundância, empresários que reclamam de tudo que está ao seu redor, geralmente atribuindo ao ambiente externo suas incompetências internas. Até parece que estou sendo radical demais. Estou mesmo!

Enquanto empresas bem sucedidas se importam em ajudar seus clientes, presenciamos outras sem a menor preocupação com isso.

Qualquer um que analise o mercado com um pouco mais de perspicácia consegue enxergar que se dá melhor aquele que ajuda mais. Como assim?

Todas as empresas vitoriosas, desde aquela do seu bairro até uma grande multinacional, somente o são, por suas competências em descobrir quais são os problemas de seus clientes e consequentemente fazerem de tudo para ajudá-lo.

Nós, consumidores, possuímos comportamentos extremamente previsíveis em alguns fatores, o que falta, muitas vezes, é a sensibilidade para perceber isso. Alguns percebem e então nem precisam inventar nada, apenas facilitam a vida dos outros e pronto. Ganham dinheiro!

Somos dotados de tantas ideias “mirabolantes”, mas temos uma dificuldade incrível em transformar coisas simples e baratas em verdadeiras fortunas. Poucos fazem. Não estou me referindo a inventores, pois esta classe é munida de outro tipo de sabedoria e com um foco, principalmente, naquilo que não existe. Tudo bem, eles merecem o topo!

E o simples trabalhador que busca ganhar um prato de comida por dia? Será que pode agregar mais valor às coisas? A resposta é SIM.

Quero começar por você: “quanto você agrega de valor sobre seu trabalho a cada dia?” Ué! Se não pensou nisso, por que está lendo este artigo? Sabia que somente por saber ler, um profissional já vale mais quando comparado ao iletrado?

Se pararmos um “pouquinho” vamos perceber com facilidade o que faria um cliente pagar mais por algo. Quero expor alguns exemplos:

- As pessoas gostam de facilidade. Um litro de soro fisiológico custa pouco, ok? Mas não é prático quando usado para limpar o canal olfativo de um bebê, então pagamos 200% a mais por mililitros quando compramos um frasco prático e pequeno;

- As pessoas gostam do que é belo. Quanto custa uma maçã na feira quando a comparamos com aquelas que são comercializadas dentro de uma embalagem infantil colorida?

- As pessoas gostam de praticidade. Quanto custa uma barra de queijo quando comparada ao mesmo queijo fatiado em cubos para churrasco, espetados num palito?

- As pessoas gostam de customização (coisas personalizadas). Quanto custa uma sandália de tiras numa prateleira quando comparada àquelas que a dona decora ao seu gosto com pedrinhas e “conchinhas” ornamentais?

- As pessoas gostam de ganhar tempo e de higiene. Surgem então alimentos congelados e legumes pré-lavados, quase três vezes mais caros . Uau!! Porque não pensei nisso antes?

E agora, será que você consegue melhorar seu atendimento??

Em qualquer curso de técnicas de vendas presenciamos em cartilhas ultrapassadas os vários tipos de clientes que, geralmente, está acompanhado de métodos utópicos de como se deve lidar com cada tipo. Isso não existe!

Não podemos criar nas pessoas estereótipos pré-estabelecidos. Isso não funciona. O cliente mudou e não está mais dentro de moldes como há alguns anos, hoje se comporta mediante o que recebe. Sim, seu comportamento é condicional, ou seja, vai agir de acordo com o que lhe for ofertado. Por este motivo que sugiro pararmos de colocar rótulos de chato, exigente, comunicativo, indeciso e tantas outras características obsoletas e impraticáveis.

Partamos para o treinamento aos atendentes, para que fiquem habilidosos ao se relacionarem com os clientes e sensíveis para perceber suas necessidades. Nosso trabalhador também deseja aumentar seu valor, apenas precisa de uma ajuda.

Ah! E nunca se esqueça de incluir Deus em todos os seus planos.

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ou para o e-mail:  edison.andrades@terra.com.br. Terei imenso prazer em recebê-la.

Grande abraço.

* Profº Edison Andrades é Psicólogo - Especialista em desenvolvimento profissional e aconselhamento de carreira (Counseling); MBA; Escritor (autor do livro: Como Perder o Emprego (com competência)- Giz editorial); ex-Diretor de RH. É professor universitário atuando nas áreas de Administração e Marketing. Como consultor e palestrante atua em algumas das principais empresas nacionais e multinacionais do país. É palestrante e instrutor organizacional há mais de dez anos, onde destaca-se devido sua performance teatral, motivacional e irreverente ao transmitir conhecimentos. Marque uma consulta e conheça sua metodologia. contatos:  e-mail: edison.andrades@terra.com.br;  site: www.edisonandrades.com.br.

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