Intraempreendedor: um funcionário a mais

Parece que já nascemos com dois desejos: ter uma casa própria e ter nosso próprio negócio. Por que será?

Redação
Publicado em 30/11/2009, às 11h52

* Profº. Edison Andrades

Parece que já nascemos com dois desejos: ter uma casa própria e ter nosso próprio negócio. Por que será?

Na realidade estes são muito mais que apenas desejos, pois fazem parte de nossa cultura. No Brasil somos doutrinados a levar estes dois aspectos como primordiais em nossa vida. Não tem nada de errado, apenas poderão contribuir para nossa infelicidade caso não os alcancemos!

Vejo que em nossas organizações nos deparamos com colaboradores que possuem obstinação para ter seu próprio negócio, e com isso acabam perdendo grandes oportunidades na carreira, ao acharem que jamais serão bem sucedidos dentro da empresa dos outros. Ledo engano!

Estamos vivendo um momento onde o que se valoriza é o capital intelectual, ou seja, a busca incessante, por parte das organizações, por aquilo que se encontra dentro da cabeça das pessoas. Hoje, valoriza-se muito as opiniões e atitudes dos colaboradores, pois as empresas vitoriosas só se encontram neste patamar devido às pessoas que possuem.

Mas qual é a nomenclatura destas valiosas jóias? São os intraempreendedores, ou seja, os donos de pequenos negócios dentro da empresa dos outros.

Não me refiro aos sócios e tampouco autônomos, mas pessoas registradas e com cargos definidos. O intraempreendedor é um trabalhador que entende que seu negócio (próprio) será onde quer que ponha seus pés, ainda que este lugar seja uma empresa alheia. Na realidade, este novo perfil de colaborador, não denomina como “empresa alheia”, afinal se sente como parte do todo e trabalha o tempo todo para o crescimento daquela organização, já que o sucesso da empresa será consequentemente o seu.

Este perfil atende a quase todas as expectativas das organizações. Apenas no quesito subordinação deixa um pouco a desejar, pois suas ideias por vezes não acompanham a rotina da empresa ou não são acompanhadas pela cúpula corporativa. Não significa que sejam rebeldes e relapsos funcionários no que tange obediência às regras preestabelecidas, mas são pessoas que criam suas próprias missões, ainda que estas não se alinhem tanto assim com a da corporação.

Vejo boa parte das empresas ainda está em fase de adaptação a este novo colaborador, pois entendem que para haver sinergia em qualquer relação deverá haver também a flexibilidade. Obviamente que esta flexibilidade tem limite, mas se o ato de ceder for bom para o negócio, que venha!

Sabemos que este perfil possui características e comportamentos difíceis, e corre um grande risco: se frustrarem ao serem “podados” em suas mirabolantes ideias. Quanto à flexibilidade, entendo que esta deva se estender por ambos os lados da relação, ou seja, o intraempreendedor deve ter consciência de que tudo que inventar deverá estar sob a autorização daquele que empenhou o maior capital no negócio (o dono da empresa), por outro lado o dono do capital precisa ouvir e se posicionar de tal forma a ponto de não causar desmotivação.

Quando nosso título menciona o fato de que o intraempreendedor se trata de um funcionário a mais é porque geralmente faz o trabalho de mais de um, já que seu foco não está no salário que cairá no próximo quinto dia útil, mas na razão pela qual encara o desafio de cada dia, usando a cabeça de dono e não de empregado.

Uma dica aos que ainda não se encontraram no mercado: a mesa que ocupa na empresa, a maleta que usa para visitas, o computador, o balcão que usa como apoio ao atender os clientes, o uniforme etc. poderão fazer parte de sua nova empresa, com uma vantagem a mais... não precisou aplicar o capital inicial. Sucesso!

Ah! E nunca se esqueça de incluir Deus em todos os seus planos.

Nosso espaço:

Envie sua mensagem para nosso blog: blog.jcconcursos.uol.com.br/professoredison,

ou para o e-mail: edison.andrades@terra.com.br. Terei imenso prazer em recebê-la.

Grande abraço.

* Profº Edison Andrades é Psicólogo - Especialista em desenvolvimento profissional e aconselhamento de carreira (Counseling); MBA; Escritor (autor do livro: Como Perder o Emprego (com competência)- Giz editorial); ex-Diretor de RH. É professor universitário atuando nas áreas de Administração e Marketing. Como consultor e palestrante atua em algumas das principais empresas nacionais e multinacionais do país. É palestrante e instrutor organizacional há mais de dez anos, onde destaca-se devido sua performance teatral, motivacional e irreverente ao transmitir conhecimentos. Marque uma consulta e conheça sua metodologia. contatos:  e-mail: edison.andrades@terra.com.br;  site: www.edisonandrades.com.br.

Comentários

Mais Lidas