Profissional ideal. Quase uma utopia

“Desejo contratar um colaborador que: não fume, não falte, adore o que faz ...

Redação
Publicado em 18/01/2010, às 09h37

* Profº. Edison Andrades

“Desejo contratar um colaborador que: não fume, não falte, adore o que faz, não seja fofoqueiro, tenha espírito de liderança, seja submisso às normas da empresa, adore se relacionar com pessoas, deteste feriado prolongado, supere as metas estipuladas, seja honesto, dedicado, admire nossa gestão, queira crescer e fazer carreira conosco, seja bem informado, que fale mais de um idioma, tenha boa formação acadêmica e seja motivado pelo simples fato de estar no mercado de trabalho.” UFA! Será que existe?

Vejo empresas buscando incessantemente o perfil ideal e, com isso, acabam criando um grau de exigência acima da média para ocupar cargos, por vezes, pouco motivadores.

Acredito que haja uma dissonância entre o cargo pretendido e seus candidatos, pois a grande maioria dos pré-requisitos são vazios e sem sentido para a execução das tarefas solicitadas.

Obviamente que o mercado está cada vez mais competitivo e que para sobrevivermos nele precisaremos de um pouco mais de sacrifício, um título acadêmico diferenciado e até uma competência especializada, mas será que não está faltando nada? Está sim. Gente. Como assim?

Muitas organizações se preocupam em encontrar profissionais altamente capacitados tecnicamente, mas não observam a sua essência. Um exemplo básico disso são os serviços públicos. Você já reparou que na maioria dos serviços governamentais o que mais nos deixa desconfortável está ligado ao atendimento pessoal? Sim, tecnicamente e em questão de conhecimento do processo estas pessoas sabem muito, mas pecam ao se relacionar com seus clientes (nós) e ainda possuem a tal “estabilidade”.

Não sou contra concursos que privilegiam estabilidade no trabalho, até porque escrevo para um dos jornais mais importantes deste segmento em nosso país, mas embora haja pequenas mudanças nos processos seletivos dos concursos públicos da atualidade, creio que poderíamos estar muito a frente, pois as provas escritas estão cada vez mais voltadas ao conhecimento geral e isso é bom, já que as pessoas precisam saber de nossa economia, geografia, política etc., mas nos testes psicológicos ainda está faltando o olho no olho, para que com isso sejam eliminados aqueles candidatos que possuem como seu único objetivo profissional a ESTABILIDADE. Estas pessoas serão, com certeza, mecânicos e um “reloginho” de fazer contagem regressiva para sua aposentadoria, transformando o cliente em apenas um empecilho em seu expediente rotineiro.

Amigos empresários: não busquem o colaborador perfeito por que sua empresa não é, mas encontre pessoas que queiram ser desenvolvidas e que reconhecem suas limitações, assim, juntos (empresa e colaborador) buscarão o aperfeiçoamento. Busque gente que goste de gente, que entenda a importância sim de se ter um emprego, mas que questione sobre as lacunas a serem melhoradas na empresa. Saiba que uma empresa de sucesso se faz com pessoas e não com “andróides”. 

Ah! E nunca se esqueça de incluir Deus em todos os seus planos.

Nosso espaço:

Envie sua mensagem para nosso blog: blog.jcconcursos.uol.com.br/professoredison,

ou para o e-mail:  edison.andrades@terra.com.br. Terei imenso prazer em recebê-la.

Grande abraço.

* Profº Edison Andrades é Psicólogo - Especialista em desenvolvimento profissional e aconselhamento de carreira (Counseling); MBA; Escritor (autor do livro: Como Perder o Emprego (com competência)- Giz editorial); ex-Diretor de RH. É professor universitário atuando nas áreas de Administração e Marketing. Como consultor e palestrante atua em algumas das principais empresas nacionais e multinacionais do país. É palestrante e instrutor organizacional há mais de dez anos, onde destaca-se devido sua performance teatral, motivacional e irreverente ao transmitir conhecimentos. Marque uma consulta e conheça sua metodologia. contatos:  e-mail: edison.andrades@terra.com.br;  site: www.edisonandrades.com.br.

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