Dia do pagamento: O fenômeno!

O que acontece que justamente no dia do pagamento (dia do alcance ao objetivo almejado!) se fica de mau-humor?

Redação
Publicado em 13/07/2009, às 09h25

(extraído do livro: Como perder o emprego (com competência))


Profº. Edison Andrades


Existem coisas que são realmente muito interessantes!


Todos nós trabalhamos trinta dias com um objetivo muito claro e concreto: receber por isso.


No entanto, quase todo profissional moderno sabe antecipadamente o valor que receberá em troca de seu trabalho. Mesmo que a sua remuneração seja variável, ainda assim existe uma estimativa sobre a quantia a receber. Então o que acontece que justamente no dia do pagamento (que é o dia do alcance ao objetivo almejado!) se fica de mau-humor?


Estudei este fenômeno e cheguei a três nomenclaturas para ele. Na realidade são atitudes cometidas por nós que desencadeiam tais sentimentos negativos. Vamos aos fenômenos:


1) Fenômeno dos gastos fúteis:


O trabalhador, principalmente o brasileiro, possui uma virtude maravilhosa que é o sonho. Somos sonhadores, e estamos quase que o tempo todo sonhando em alcançar muitos objetivos. O grande problema é que a maioria dos sonhos está ligada a bens materiais, pois a mídia nos estimula ao consumismo. E, com a facilidade de compras pré-datadas, o sujeito consegue gastar tudo o que ainda não recebeu antes da data do pagamento, e, se for colocar no lápis são, na maioria das vezes: cafezinhos, cervejinhas, cartões de crédito usados em promoções, roupas de lançamento e assim por diante. O especialista em finanças pessoais, prof. Gustavo Cerbasi (autor do livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos) diz que precisamos encher três baldes de gastos: primeiro: o balde das despesas gerais; segundo: o balde do investimento ou poupança; e em terceiro lugar o balde do lazer. (Ou seja, após pagar suas contas, guardar dinheiro, o que sobrar de seu salário é que deve ser usado para o lazer.)


Quando estamos trabalhando, as portas de créditos estão abertas, já que você tem como comprovar renda. Aí está uma grande armadilha. Cuidado! Quando chega o dia do pagamento você já está triste por saber que quase nada será seu. Você já usou. 


2) Fenômeno da revolta contra o governo:


Nascemos sabendo que os descontos sindicais, previdenciais e tantos outros “ais” acompanham todo o trabalhador, e precisamos declarar e poupar parte de nossas rendas se pensamos em obter algum benefício futuro. Além de tudo, é sabido que existe uma coisa chamada “valor líquido”: é nosso salário bruto menos os descontos que resultam no que realmente virá para nossa mão. Mas, embora sabendo de tudo isso, existem pessoas que preferem contar com seu salário bruto, como se colocassem uma máscara para a existência desses descontos, como se acreditassem que a empresa fosse esquecer de debitar seu vale-transporte, INSS etc. (não vou citar outros para não colocá-lo em depressão durante a leitura deste livro!). Quando chega o dia do pagamento, vem a surpresa: “ELES ME DESCONTARAM TUDO!!! PRA ONDE VAI ESTE DINHEIRO??? NÃO VAI DAR PARA NADA!!! ETC.” Acabou o humor do sujeito, que naquele dia trabalha com um “bico” e contagia todo mundo.Você conhece alguém assim?


3) Fenômeno Chuchu:


Pessoa-chuchu
(expressão criada por um amigo: meu pastor Mozart Polesi, grande homem de Deus!). O chuchu junto com carne passa a ter o gosto predominante da carne; a pessoa-chuchu junto com outro companheiro assume o “gosto” do companheiro, ou seja, não tem personalidade.

Existe trabalhador assim, pois ele sabe dos descontos, sabe que deve controlar seus gastos mensais e se cuidar das tentações diárias do consumismo, mas no dia do pagamento vê todo mundo de cara amarrada e se contagia, reclama junto com todos, fica mal-humorado também e rebaixa sua auto-estima achando que ganha pouco e que nunca vai conseguir nada na vida, exatamente igual a quase todos. Este é o chuchu. 


Que você NÃO seja um fenômeno! Seja simplesmente grato ao que lhe é concedido.


Ah! E nunca esqueça de incluir Deus em todos os seus planos.


Envie sua mensagem para nosso blog: blog.jcconcursos.uol.com.br/professoredison,

ou para o e-mail edison.andrades@terra.com.br. Terei imenso prazer em recebê-la.

Grande abraço.


* Profº Edison Andrades é Psicólogo - Especialista em desenvolvimento profissional e aconselhamento de carreira (Counseling); MBA; Escritor (autor do livro: Como Perder o Emprego (com competência)- Giz editorial); ex-Diretor de RH. É professor universitário atuando nas áreas de Administração e Marketing. Como consultor e palestrante atua em algumas das principais empresas nacionais e multinacionais do país. É palestrante e instrutor organizacional há mais de dez anos, onde destaca-se devido sua performance teatral, motivacional e irreverente ao transmitir conhecimentos. Marque uma consulta e conheça sua metodologia. contatos: e-mail: edison.andrades@terra.com.br; site: www.edisonandrades.com.br.

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