Banco de horas: estratégia ou “jeitinho”?

A lei do banco de horas existe desde 1998 e nasce com o objetivo de otimizar as tarefas.

Redação
Publicado em 21/09/2009, às 10h30

* Profº. Edison Andrades

A lei do banco de horas existe desde 1998 e nasce com o objetivo de otimizar as tarefas, onde a empresa poderá aliviar a jornada em períodos de baixa produtividade e reforçar em períodos de alta. Será que é assim que funciona?

Existem organizações que aproveitam a lei e “entortam” tudo, pois se apropriam da essência jurídica para, muitas vezes, explorar o colaborador a ponto de submetê-lo a incessantes jornadas sem remuneração (hora extra) para tal.

Conheço organizações que foram criando um banco tão amplo que gerou a perda do controle e por fim acabaram prejudicando a parte mais fraca (nós trabalhadores).

Não gosto muito de intitular como: parte mais fraca, mas devemos reconhecer que na grande maioria das vezes o trabalhador também não controla toda esta grade de horas e pior, se sente coagido a não reclamar, já que poderá sofrer com isso. Então deixa pra lá. “Porque não, zerar tudo e fingir que nunca aconteceu nada?” Assim ambas as partes se renovam, ou seja, de um lado a organização em sua “parafernália” tabela incompreensível de banco de horas. De outro o trabalhador em seu desgaste de tentar receber algo que nem sabe direito o que significa.

Assim, opta-se, geralmente, por “quebrar um galho” das pessoas, liberando-as para aquele casamento, onde nosso réu será padrinho, e porque não, deixá-lo voltar somente na terça-feira, já que foi tão útil em nossas “vigílias” noturnas em época de inventário!?

Não quero aqui continuar mencionando, de forma irônica, empresas que usam de forma corrupta a estratégia do banco de horas, pois estas  precisam é de polícia, e não de um simples colunista.

Desejo falar com empresas idôneas que realmente se atrapalham neste procedimento e acabam inclusive se prejudicando. Vamos lá?

O que deve ser feito é um planejamento de fato, e se ninguém sabe fazer, talvez valha a pena inclusive contratar um especialista para a formatação e manutenção da tal tabela. Existem softwares que cumprem perfeitamente esta função, desde que bem manuseados.

No entanto, se a empresa não pode, até mesmo por questões financeiras, contratar um terceiro, aconselho que trabalhe com períodos menores (semanais, mensais no máximo), onde descarregará e cumprirá em curto espaço este problema.

Também acho necessário que haja um cronograma prévio, onde ao implantar as horas para determinados colaboradores, já exista a data exata de sua compensação, assim, a empresa não correrá o risco de tentar agradar “gregos e troianos” e prejudicar suas metas.

Outro conselho que costumo dar a meus clientes é: “se nenhuma destas alternativas acima se alinha à rotina corporativa, então NÃO FAÇA”. Afinal, até 1997 não havia jeito e as empresas continuavam sobrevivendo, ok?

Quanto ao colaborador, que é o agente subordinado deste processo, tenho apenas duas palavras: BOA SORTE!

Ah! E nunca esqueça de incluir Deus em todos os seus planos.

Nosso espaço:

Desta vez contamos com a brilhante sugestão do tema, que veio de nosso parceiro e leitor Allan Furtado. Meu desejo é que o Allan estivesse compensando as horas de seu banco no ato da sugestão!!!! Grande abraço.

Envie sua mensagem para nosso blog: blog.jcconcursos@uol.com.br/professoredison,

ou para o e-mail:  edison.andrades@terra.com.br. Terei imenso prazer em recebê-la.

Grande abraço.

* Profº Edison Andrades é Psicólogo - Especialista em desenvolvimento profissional e aconselhamento de carreira (Counseling); MBA; Escritor (autor do livro: Como Perder o Emprego (com competência)- Giz editorial); ex-Diretor de RH. É professor universitário atuando nas áreas de Administração e Marketing. Como consultor e palestrante atua em algumas das principais empresas nacionais e multinacionais do país. É palestrante e instrutor organizacional há mais de dez anos, onde destaca-se devido sua performance teatral, motivacional e irreverente ao transmitir conhecimentos. Marque uma consulta e conheça sua metodologia. contatos:  e-mail: edison.andrades@terra.com.br;  site: www.edisonandrades.com.br.

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