Terra à vista

Artigo do professor Edison Andrades

Edison Andrades
Publicado em 23/10/2015, às 10h04

Grande filósofo brasileiro, Mario Sergio Cortella diz que o impossível não é um fato, mas uma opinião. Seguindo essa linha de pensamento, podemos dizer que a obviedade das coisas pode ser muito relativa também. Vejo pessoas se prendendo a condições desfavoráveis em suas carreiras e usando tais condições como pretexto para não seguir em frente. Os grandes casos de sucesso que conhecemos são exemplo de êxito justamente porque consistiam em sonhos quase impossíveis, “sonhados” em condições extremamente desfavoráveis para sua concretização. No entanto seus idealizadores não os enxergaram dessa forma.

Não quero, aqui, estimular a imprudência e inconsequência de aventureiros, mas desejo despertar, em você, um olhar para aquilo que chamo de autogestão do sonho. A palavra “sonho”, dizem, é a matéria prima do século XXI. Também é muito usada como sinônimo de “sono”, ou seja, cuidado para que todos os seus anseios não permaneçam alojados somente dentro de sua mente.

Muita gente estaciona em seus objetivos por entender ser impossível chegar lá. Mas, por vezes, depara-se com suas ideias sendo repentinamente implantadas por outrem. A diferença é que quem implantou não ficou apenas sonhando, agiu!

Saiba que sempre que pensar em fazer algo, existe um pequeno universo, a sua volta, que conspirará contra. E é para esses entraves que você deve estar preparado. Alguns desistem diante do primeiro “punhado de terra”. Conta a história popular que um cavalo havia caído num grande buraco em algum lugar daquela fazenda. O dono, ao ver seu melhor cavalo no interior daquela cratera, tentou resgatá-lo usando cordas, com a ajuda de seus quatro empregados. Sem êxito, resolveu pedir ajuda ao fazendeiro vizinho, já que este era mais experiente em idade e vivência no campo. Ele teria alguma boa ideia ou recurso para tirar o cavalo dali!

Ao analisar a situação, o velho fazendeiro aconselhou o dono a sacrificar seu animal, pois, segundo ele, dificilmente o animal sairia ileso do buraco, morreria mais cedo ou mais tarde mesmo. Muito triste e sem solução para a situação, o proprietário do equino autorizou seus empregados a jogarem terra sobre o buraco. O fato é que cada carga de terra que o cavalo via lançada sobre si era recebida por ele com movimentos capazes de acomodá-la sob suas patas. A terra, como já se pode imaginar, foi servindo como degrau até a superfície. Após alguns minutos, o cavalo escapara com vida!

Como reflexão, deixo uma pergunta para você: a terra que jogam sobre seus sonhos e planos os enterra, ou você a usa como degrau para materializá-los?


Prof. Edison Andrades é escritor, palestrante e sócio da Reciclare Treinamento. www.facebook.com/professor.edison.andrades

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