Ciclos da vida

Quando nascemos, não temos muita escolha, pois levamos a vida que nos foi autorizada. Somos indefesos, dependentes e impotentes para decisões estratégicas, as quais poderiam mudar as diretrizes de nosso futuro

Edison Andrades
Publicado em 18/07/2014, às 11h38

Nós, seres humanos, somos os únicos a ter consciência de nossa existência, com isso, passamos pela vida entendendo pelo menos em que situação vivemos, ou seja, sabemos se temos uma vida excelente, regular, boa ou péssima. Pode ser até que não tenhamos competência suficiente para mudar alguns cursos de nossa existência, mas sabemos, com convicção, responder sobre nossa condição de vida. Essa plena consciência nos auxilia a tomar decisões e realizar escolhas sobre os próximos passos. Mas, ao chegarmos num determinado ponto da vida, percebemos que tudo que somos e temos é fruto, justamente, dessas mesmas decisões e escolhas. Alguns celebram os resultados, outros lamentam. Onde está a fonte que gera esses resultados positivos ou negativos? A resposta é: “em nós!”.

Quando nascemos, não temos muita escolha, pois levamos a vida que nos foi autorizada. Somos indefesos, dependentes e impotentes para decisões estratégicas, as quais poderiam mudar as diretrizes de nosso futuro. Mas tudo bem, pois a grande maioria das crianças não sofre com isso. Enquanto uma criança com maior poder aquisitivo se diverte com um game de última geração, outra, menos abastada, produz a mesma carga de felicidade quando monta num cabo de vassoura e veste um chapéu de folha de jornal, simulando ser um grande general da cavalaria. Sofrimento com a desigualdade é uma característica típica do adulto.

O fato é que vamos crescendo e, concomitantemente, chegam “outras brincadeiras”. Ingressamos no mercado de trabalho, o qual possui muito pouca semelhança com o ambiente escolar. A “tia” (professora) agora é chamada de “chefe” e nossos coleguinhas de recreio se tornaram competidores. É aí que nos deparamos novamente com os ciclos, mas agora somos responsáveis por eles. Ao nosso dispor, estão três ciclos: Frustração, Sobrevivência e Prosperidade, conforme relata o livro “Mais tempo, mais dinheiro” (Gustavo Cerbasi e Christian Barbosa).

Na Frustração, vive-se de mal com a vida. Nesse ciclo, estão pessoas que, profissionalmente, não se completam e não conseguem ter equilíbrio financeiro nem tampouco felicidade naquilo que realizam. Outros se encontram no ciclo da Sobrevivência, ou seja, trabalham pelo básico. Suprem apenas o suficiente para permanecerem em pé. Pior, ao seu redor, encontram os participantes do ciclo da Prosperidade, pessoas que talvez tenham estudado mais, dormido menos, tido maior poder de resiliência, desejado mais e quem sabe se relacionado com indivíduos possuidores das mesmas características.

Somos donos de nossas ações que, teoricamente, determinarão nosso futuro. Temos oportunidade de fazer as coisas certas nas horas certas e para as pessoas corretas. Mas, infelizmente, muitos se acomodam em seu ciclo atual e o absorvem como seu casulo. Com uma diferença: não se tornarão borboletas. Amigo, preste atenção ao ciclo em que você se encontra e faça as suas escolhas. Lembre-se: você possui os três ciclos dentro de si e é você quem os exterioriza.

Ah! E nunca se esqueça de incluir Deus em todos os seus planos.

Prof. Edison Andrades é escritor, palestrante e sócio da Reciclare Treinamento. www.facebook.com/professor.edison.andrades

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