Prazer em conhecer!

Artigo do professor Edison Andrades

Redação
Publicado em 25/09/2015, às 09h30

É incessante, por parte das empresas, a ânsia em conhecer melhor seus clientes. Surgem programas voltados ao consumidor, que tentam descobrir suas vontades, costumes e tendências. Mas a grande novidade, no mercado de consumo, é que não se compete pelo tangível, ou seja, competimos pela competência de atrair o sentimento do cliente, e não pelo produto. A partir daí, compreendemos por que existem tantos e altos investimentos na “alma” das marcas. Entendemos que, na hora da decisão de consumo, o cliente se apega àquilo que, em sua mente, remete a bem-estar e, consequentemente, a sua felicidade.

Quando o assunto é o ambiente interno da empresa, a história deveria se repetir. Deveríamos ver uma busca contínua pela descoberta do que pensa e sente o colaborador interno, principalmente os mais jovens empregados, já que alguns segmentos empresariais viraram “clavas de malabares” nas mãos da Geração “Y”. Diante desse quadro, a temida rotatividade se instaura, infernizando a área de recursos humanos, que, por vezes, transforma-se numa verdadeira “tarefeira”, já que se vê obrigada a correr atrás da própria cauda, em busca de formas para alcançar a retenção de talentos.

Os clientes mudaram, inclusive o cliente interno! Com mais dinheiro no bolso e mais oferta de emprego (ainda que estejamos falando do médio e baixo escalão), as pessoas estão mais exigentes, tanto para o consumo como para o trabalho. Nossa gestão também deve acompanhar tal mudança, buscando conhecer sua equipe.

Alguns modelos de liderança não abrem mão de seu próprio cenário, e mais: limitam-se a ele, ou seja, desconhecem e desprezam os anseios, expectativas e sonhos de sua equipe. Chegou a hora de ajustar a luneta, voltá-la para dentro e oferecer, para o público interno, verdadeiras recompensas.

Pare de trabalhar para o primeiro quartil apenas e passe a se dedicar a todos, respeitando o potencial de cada um e estudando a melhor forma de usá-lo a favor de seu negócio. Não há problema em dispensar pessoas, essa articulação faz parte do negócio, mas não se pode dispensar o que não se conhece! Proponho que, ao lidar com o colaborador interno, façamos uso dos mesmos mecanismos e dedicação que hoje são dispensados ao cliente externo. Que tal, antes de “adestrar” pessoas em processos engessados e burocráticos, estendermos a mão dizendo: “Prazer em conhecer!”?


Ah! E nunca se esqueça de incluir Deus em todos os seus planos.

Prof. Edison Andrades é escritor, palestrante e sócio da Reciclare Treinamento. www.facebook.com/professor.edison.andrades

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