Adeus ano velho. Feliz vida nova

Artigo do professor Edison Andrades.

Edison Andrades
Publicado em 20/12/2013, às 09h19

Ao contrário dos maratonistas, que aceleram ao se aproximar da linha de chegada, os profissionais de mercado tendem a desacelerar quando se aproximam do término de um projeto, de uma carreira e, inclusive, do fim de um ano. Muitos já param de produzir no início de dezembro! Alguns fazem pior, só voltam a fazer algo de útil após o Carnaval. Uma pena, pois é nesse ínterim que as oportunidades chegam.

Uma pesquisa, no Brasil, revela que quase 35% dos ocupantes de vagas temporárias, aquelas que nascem com início e fim definidos, efetivam-se ao término de seus contratos. Na realidade, o que ocorre não é um aumento do quadro funcional no comércio varejista, até porque nenhum comerciante se arriscaria aumentando seu quadro antes de sentir o segundo trimestre, mas o que há é a substituição de pessoas, ou seja, as peças novas chegam com muita vontade e mostram que é possível fazer a diferença. Nesse momento, o veterano se torna obsoleto. E lá se vai mais uma oportunidade de prosseguir numa carreira que poderia ser promissora.

O que mais me impressiona é que os “arrastadores de chinelos” (aqueles que não se esforçam para entregar o seu melhor) consideram positivo ficar desempregados em final de ano, pois podem desfrutar das delícias das férias. O que não percebem é que as férias são dos outros, pois quem não está vinculado a uma empresa ou atividade garantida não está de férias, mas em estado de ócio. Existem dois tipos de ócio: o ócio criativo e o ócio da estagnação. Embora ambos signifiquem que o sujeito esteja parado, a diferença entre eles é enorme. Enquanto a estagnação é ficar sem fazer nada, ou seja, “deitado eternamente em berço esplendido”, o ócio criativo é um momento de planejamento e de “afiar as lâminas” enquanto descansa. É um exercício realizado por pessoas que investem em conhecimento e habilidades para não perder sua empregabilidade.

O fato é que um ano finda e, junto com ele, algumas pessoas põem fim a sua vida profissional. Vão diminuindo o ritmo, qualidade e presteza em suas atividades. Criam grandes perspectivas para o próximo ano, sonhos, fazem planos e cronogramas fantásticos. Esperam coisas melhores e desejam incondicionalmente a tal prosperidade. Isso é bom! Mas, para alguns, tem duração de sessenta dias apenas. Em março, esses indivíduos percebem que o ano mudou, mas sua vida não. É aí que se inicia novamente a contagem regressiva: “...faltam nove meses para acabar esse ano...”.

Vivemos o amanhã sem desfrutar o hoje, mas não percebemos que, quando o amanhã chegar, certamente irá nos cobrar pelo hoje. Nossa vida é resultado de nossas escolhas, e estas alicerçam nossa carreira, família, crenças e, sobretudo, nossos resultados. Viva um novo ano sem tornar sua vida velha. 2014 agradece!

Prof. Edison Andrades é sócio da Reciclare Treinamento. Facebook.com./professor.edison.andrades

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