Valores que agregam

Artigo do professor Edison Andrades

Redação
Publicado em 18/09/2015, às 09h19

Atender bem as pessoas dá o mesmo trabalho que atender mal! Ao entrarmos em estabelecimentos comerciais, deparamo-nos, corriqueiramente, com pessoas se esquivando da tarefa de nos atender; outras realizam tal tarefa sem a menor paciência para sanar nossas necessidades. Proprietários também não ficam fora desse grupo, ou seja, por vezes, vemos placas como: “Não trocamos dinheiro, não insista!” ou “Não trocamos mercadorias aos sábados”. São tantos “nãos” que nem sei se quero dar meu “sim”, isto é, comprar ali.

Atender às necessidades de clientes não é sinônimo de ter excelência e qualidade no atendimento. Necessidades existem e fazem parte da cadeia de sobrevivência das pessoas. E, como diria Abraham Maslow (psicólogo americano do século passado), as necessidades se apresentam de forma hierárquica. Assim sendo, possuímos uma gama de desejos supérfluos que nascem a partir de necessidades básicas. Como exemplo, podemos tomar a necessidade de nos comunicar, básica para nós. A partir daí, fica fácil identificar diversos desejos superficiais que partem dela: o uso de um aparelho celular que possui mais de uma centena de funções ilustra bem essa questão, principalmente se notarmos que, para satisfazer tal necessidade, bastaria simplesmente falar.

As pessoas compram desejos e, juntamente com eles, compram pessoas, ou seja, antes de comprarmos algo de alguém, precisamos comprar a confiança, a simpatia e a presteza daquele que nos oferta. O fato é que muitos profissionais se atêm somente ao que o outro precisa e estimam que isso basta. Ter excelência e qualidade no atendimento só é possível através de pessoas. Máquinas não sorriem e nem apertam nossa mão. As pessoas são e sempre foram o maior patrimônio de uma empresa. Hoje, ao comprar um simples pãozinho na padaria, queremos que este venha acompanhado por um sorriso, por um ambiente de higiene e pela honestidade (concretizada na nota fiscal que leva nosso CPF). Mas, infelizmente, nosso pãozinho, por vezes, chega apenas acompanhado de um saquinho de papel fechado a mão.

Todos buscam a tal vantagem competitiva, que significa ter algo que o coloque à frente da concorrência, um diferencial percebido pelo outro (cliente). Isso vale para um produto ou para um profissional. Um produto, para ser competitivo, deve possui atributos intangíveis, como a força de uma marca, um apelo social ou um simples toque humano, atributos que podem ser determinantes para ganhar a preferência do cliente.

Quando nos referimos a um profissional, não basta uma bela formação acompanhada por um fantástico conhecimento técnico, ele precisa ser gente!  Não estamos vivendo um apagão de mão-de-obra qualificada, vivemos um apagão de valores humanos, um apagão da capacidade de sonhar. Faltam pessoas que amem o que fazem e que se realizem naquilo que executam. “E o seu trabalho, faz parte do seu sonho?”.


Ah! E nunca se esqueça de incluir Deus em todos os seus planos.

Prof. Edison Andrades é escritor, palestrante e sócio da Reciclare Treinamento. www.facebook.com/professor.edison.andrades

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