Atos Indecentes

Nesta semana, o prof. Edison chama a atenção para um grande problema: o vandalismo dentro das organizações.

Redação
Publicado em 09/11/2010, às 10h17

Existem organizações preocupadas demais com fabulosos programas de desenvolvimento, mas chamo a atenção para um problema que assola grande parte dessas organizações: o vandalismo interno.


Obviamente, programas de desenvolvimento devem ser implantados e constantemente reciclados, mas primeiro é preciso “limpar o território”. Isso significa não negligenciar os pequenos problemas. Pois eles podem trazer graves complicações futuras.


Saiba que quase todo grande problema já foi minúsculo. Assim é com nossa vida financeira, afetiva e não poderia ser diferente com os problemas organizacionais. Entre o discurso das pessoas e suas atitudes existe, infelizmente, um grande espaço! Pais, por exemplo, que ensinam seus filhos a não mentirem, são os mesmos que mandam dizer que não estão, quando não querem atender alguém. Consumidores que optam por produtos fabricados por empresas que possuem compromisso com o meio ambiente são os mesmos que jogam lixo pela janela do carro. Assim se faz grande parte da humanidade.


Existem organizações que possuem portas e paredes de banheiros e vestiários repletos de insultos e pornografias pichadas. Isso significa que essas organizações estão, embora contra sua vontade, associadas a vândalos que usam seu crachá. Mesmo que o profissional seja o melhor tecnicamente, caso pertença à classe dos delinquentes, não agregará valor algum a organização.


Acompanho organizações que investem muito no aprimoramento técnico, linguístico e até comportamental de seus colaboradores e, como um ato de “gratidão”, alguns as insultam através de atos de vandalismo, pichando suas áreas internas.


Hoje, as organizações buscam superação a cada instante. E, para isso, precisarão contar com seus colaboradores. Portanto não há mais espaço para comportamentos tão marginais como os citados acima.


Alguns diriam que a solução para esse problema seria conscientizar as pessoas sobre o que a organização deveria representar dentro de cada um. Outros, talvez, sugiram rever a seleção de pessoas. Respeito as opiniões, mas prefiro algo mais prático para esses casos: demissão.


Caso haja dificuldade em chegar ao(s) vândalo(s), vale apelar para a tecnologia (monitoramento) e disk-denúncia, mas uma organização não pode se conformar com tal situação. Pessoas decentes não precisam presenciar atos indecentes e conviver com eles. A regra também deve ser aplicada para palavras de baixo calão, pronunciadas em alto e bom tom, o que, muitas vezes, permite que elas cheguem aos clientes externos. O que se encontra no coração das pessoas representa a matéria-prima de seus atos e palavras. E essas pessoas representam a matéria-prima de uma empresa. Qual é o produto final que queremos?


Ah! E nunca se esqueça de incluir Deus em todos os seus planos.


Prof. Edison Andrades é escritor e palestrante.

Contatos pelo e-mail: edison@edisonandrades.com.br ou pelo site: www.edisonandrades.com.br

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