Mulheres, um cargo e mil encargos

Nesta Semana das Mulheres, o professor Edison presta uma homenagem a elas, que fazem toda a diferença no mundo...

Redação
Publicado em 11/03/2011, às 13h34

Com a mão esquerda enlaça o cabelo em forma de caracol, com a direita usa a caneta como trava. Enquanto verifica seus e-mails, espia o pequeno espelho alocado no canto superior do monitor. Conversa rapidamente com o cônjuge ao celular. Agenda o dentista das crianças. Planeja a comemoração dos 50 anos de casamento de seus pais. Negocia a mensalidade da escola do filho menor e checa a lista escolar do mais velho. Marca horário com a manicure. Lembra-se dos ingredientes do jantar. Corre para interromper o ciclo da lavadora de roupas, esfrega manualmente e com sabão neutro o colarinho da camisa predileta do esposo. Alimenta os peixinhos do aquário e prepara salada para o almoço. Toma uma xícara de café puro (com adoçante) seguida de meia bolacha água e sal. Murmura em silêncio sobre a falta de roupas, escolhe justamente a blusa que precisa ser passada, passa-a, veste-se completamente, calça a sandália de conchinhas azuis enquanto escova os dentes. Deixa um bilhete para a empregada (com dezoito incumbências emergenciais e prioritárias, inclusive a de comprar a ração do Bidu). Enfim, fecha a porta e desce a escada do sobrado. Ops! Volta para pegar a bolsa (praticamente sua vida inteira está nela). Que bom que voltou, pois havia esquecido o ferro de passar ligado, ufa! Pronto, agora sim, sai em direção ao trabalho!


Aí está uma pequena amostra da rotina de nossas adoráveis mulheres pertencentes ao mercado de trabalho. Numa tripla jornada, como mães, donas de casa e esposas (sem contar a jornada como colaboradoras organizacionais), precisam se superar a cada instante, devido à forte competitividade atual. São ferozes, decididas, sensíveis, convincentes e, acima de tudo, mulheres.


No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, decidi chamar nosso leitor para uma leitura talvez mais romântica em relação ao mercado de trabalho, digo “romântica” porque o romantismo é a primeira sensação a que somos remetidos quando se trata delas.


Que nós, homens “predominantes vorazes” no mundo corporativo, possamos reconhecê-las no ecletismo de sua natureza, na eficácia do cumprimento de cada papel social, no toque colorido, feminino e excêntrico que acrescentam a nossas vidas. Que tenhamos respeito, admiração, afeto, paciência, diálogo e compreensão para com nossas mulheres.


Recebem remuneração menor, ocupam uma maior fatia no mercado informal e ainda são rotuladas com frases como: “...não trabalha, é apenas dona de casa...”. São maltratadas como mães, humilhadas como cônjuges, ofendidas como motoristas, desrespeitadas como transeuntes, desejadas como objetos, contratadas como tarefeiras e esquecidas como avós. Mas, apesar de tudo isso e, talvez em recompensa por tudo isso, lembradas por Deus como SÍMBOLOS DO AMOR.

Ah! E nunca se esqueça de incluir Deus em todos os seus planos.


Prof. Edison Andrades é escritor e palestrante.

Contatos pelo e-mail: edison@edisonandrades.com.br ou pelo site: www.edisonandrades.com.br


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