Lições no fundo da terra

Neste artigo, o professor Edison comenta o papel do líder no resgate aos mineiros chilenos.

Redação
Publicado em 25/10/2010, às 10h23

Por esses dias, o mundo presenciou mais um episódio espetacular: o salvamento dos mineiros no Chile.

Trinta e três homens soterrados e com pouquíssimas chances de sobrevivência. Lá dentro, um grupo de seres humanos com um único objetivo comum: sobreviver.

Algumas teorias dizem que pessoas não sobrevivem sem comida, água e alguém que as lidere. Esses homens, em princípio, só possuíam o último item. Luis Urzúa os liderou.

Aqui fora, o mundo, de mãos dadas, valia-se da fé. Eram grandes a torcida e a expectativa por um final feliz. A imprensa, incessante e exaustivamente, trabalhou em prol da cobertura, em tempo real, dos acontecimentos. Os familiares tiveram a importante função de dar apoio e assessoria aos que, formalmente, trabalhavam no resgate. Todos, inclusive você e eu, vislumbravam o sucesso da operação. Bombeiros, engenheiros, projetistas e tantos outros, planejavam uma estratégia milagrosa. Lá dentro, o trabalho era o mesmo: suportar a situação também dependia de uma estratégia milagrosa. Os dias passavam e a esperança se mantinha para os que, literalmente, habitavam o fundo do buraco. Viam-se divididos entre dois fatores antagônicos: tinham a fé como aliada e o tempo como inimigo. Cada dia era um a mais. Esse mesmo dia que, aqui fora, representaria um a menos.

A fatalidade era igual para todos, mas era vista sob ângulos diferentes. Alguns buscavam contorná-la trabalhando com a mente. Outros com os braços. E nós, à distância, com o coração.

Lá dentro, a espiritualidade era a única ferramenta capaz de salvar vidas. Perceberam que a união poderia ser uma chance. Como elo, lá estava a tão mantenedora FÉ.

Eis que uma ideia transforma-se em cápsula, batizada como Fênix. Aqui fora, ela era a esperança, mas sua fama ficou apenas aqui fora. Lá dentro, a referência para cada um era Luis Urzúa, e o grupo só tinha como aliadas a paciência, a disciplina e a obediência ao líder. Integraram-se majestosamente, e isso fez toda a diferença. Compartilharam ansiedades, medos, angústias, saudades, dores, lágrimas, odores, oxigênio deficitário e o amor pela vida.

Em condições normais, a figura de um líder representaria alguém que comanda um determinado trabalho em busca do resultado esperado pela organização. Em condições normais, líderes são criticados e, por vezes, indesejados. Em condições normais, a posição de líder é algo que muitos almejam, mas poucos alcançam. O fato é que esses homens não estavam em condições normais. Seu líder também não.

A Fênix foi honrada com passageiros ilustres que, um a um, conseguiram voltar à superfície tão almejada, a qual nós, muitas vezes, não damos nenhum valor. Enfim, todos salvos. Luis Urzúa foi o último a deixar a mina, mas o primeiro a salvar aquela gente. Para muitos, um acontecimento histórico. Para mim, uma lição.  

Ah! E nunca se esqueça de incluir Deus em todos os seus planos.

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