Brasil cria 121 mil vagas com carteira assinada em agosto

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério da Economia, aponta o melhor resultado para o mês desde 2013

Douglas Terenciano | douglas@jcconcursos.com.br
Publicado em 26/09/2019, às 09h12 - Atualizado às 09h38

Vagas emprego
Divulgação

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na quarta-feira, 25, pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, o saldo de empregos com carteira assinada no Brasil foi de 121.387 em agosto, sendo o melhor resultado para o mês desde 2013, quando foram criados 127.648 postos.

Segundo o levantamento, o saldo para o mês de agosto é de 1.382.407 empregos com carteira assinada criados contra 1.261.020 postos fechados. Já no acumulado do ano, o saldo é de 593.467 postos formais criados, o que representa alta de 1,55% em relação ao mesmo período de 2018.

Em relação aos últimos 12 meses, foram 530.396 vagas abertas, desempenho 1,38% superior ao do período anterior. Vale lembrar que o período entre os meses de agosto e outubro marca o início da fase de contratação de funcionários temporários para as festas de fim de ano. Inclusive, se você estiver procurando uma oportunidade no mercado de trabalho, o JC Concursos publica diariamente diversas notícias com vagas de emprego em todo o Brasil. Clique aqui e confira!

Setor de serviços é o campeão de vagas de emprego

O setor que teve o maior saldo de vagas abertas foi o de serviços, com saldo de 61.730, seguido por comércio (23.626) e indústria de transformação (19.517), de acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Economia. Apenas os serviços industriais de utilidade pública, com 77 postos fechados, e agropecuária, com 3.341 oportunidades formais de trabalho encerradas apresentaram desempenho negativo.

Se levarmos em consideração os dados por Estados, São Paulo (33.298), Rio de Janeiro (11.810) e Pernambuco (10.431) tiveram os saldos mais positivos, enquanto Amapá (71), Sergipe (-625) e Rio Grande do Sul (-1.988) apresentaram os piores resultados.

Modalidade de trabalho intermitente também cria empregos

O Caged apontou que a modalidade de trabalho intermitente, autorizada pela reforma trabalhista, foi responsável pela abertura de 6.573 empregos em agosto, envolvendo 3.239 estabelecimentos. Já no regime de tempo parcial, os dados revelaram um saldo positivo de 2.650 empregos no mês, resultado de 7.804 admissões e 5.154 desligamentos, que envolveram 4.211 estabelecimentos. Os desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado somaram 18.420 ocorrências no mês.

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