Curta as férias e aumente a empregabilidade

Diante do ritmo frenético de trabalho que vivemos hoje, o período de férias passou a ser uma excelente oportun

Redação
Publicado em 07/01/2008, às 13h15

*Dieter Kelber


Uma autora escreveu recentemente que "a função das férias é quebrar a rotina de trabalho, fazendo com que o funcionário se descontraia e se revigore". Cabe aqui um pensamento: não será melhor quebrar a rotina do trabalho, de nossas atividades de uma maneira geral, no nosso dia-a-dia, para nos descontrair e revigorar? Somos totalmente partidários a estar em "estado" de férias todos os dias, ou seja, felizes com o que fazemos, nos descontraindo, nos revigorando, quebrando a rotina, buscando novos caminhos, e principalmente aprendendo a falar NÃO.

Não para os excessos, sejam eles quais forem, inclusive aqueles que levam a um excesso de informação e comunicação exacerbada. Uma distribuição adequada do nosso tempo em atividades alinhadas com as nossas motivações internas certamente minimizará o nosso estresse, seja ele qual for.

Assim, estamos chegando mais uma vez num período bastante propício para refletirmos sobre o nosso desenvolvimento pessoal e profissional para os próximos anos. Hoje, mais que nunca, o conhecimento envelhece com rapidez e é suscetível de um rápido desgaste. O aprendizado, que é a fonte da transformação pessoal contínua, passou a ser a mola mestra do nosso desenvolvimento contínuo. Nada mais importante para sobreviver e se diferenciar em um mundo corporativo marcado cercado de mudanças constantes e exigente de inovação, criatividade, liderança e flexibilidade de seus executivos e profissionais.

A pessoa que não aprende continuamente e não é capaz de desenvolver, compartilhar, mobilizar, cultivar, praticar, rever e difundir conhecimentos não será capaz de encontrar um posto de trabalho com eficácia. Um posto de trabalho que possa alinhar as tarefas com as suas motivações internas. Um posto de trabalho que permita se ter uma chance de trabalhar com aquilo que gostamos e nos faz feliz.

Portanto, é fundamental identificar os conhecimentos essenciais, saber onde estão disponíveis neste mundo globalizado e planejar como poderão ser adquiridos de forma compatibilizada com o desenvolvimento pessoal e profissional. Por esse motivo, as férias são o momento ideal para aprender coisas novas de forma despreocupada e descontraída. A experiência demonstra que as pessoas, quando brincam, aprendem com mais facilidade. Tal fato deve-se à espontaneidade de seus atos e à oportunidade de demonstrar o que sabem e o que não sabem sem o medo de errar. É também o melhor exercício para aumentar a interatividade entre o lado esquerdo do cérebro (razão, competição, lógica, linguagem verbal) e o lado direito (intuição, cooperação, imaginação, emoção, sensações). Tenha em mente que apenas 10% do que se lê, 20% do que se ouve, 30% do que se vê, 40% do que se vê e ouve e 90% do que se faz é lembrado.

A criatividade costuma melhorar fantasticamente quando começamos a lidar com experiências inusitadas. Saímos de velhos paradigmas e descobrimos novos mundos. Todas essas novas experiências atiçam o nosso desenvolvimento de forma holística, aprimorando o nosso saber, nossa cultura e, principalmente, a nossa alegria de viver. Para "aumentar a produtividade" nas férias, sugerimos quatro ações:
• Conheça novos lugares;
• Aprenda novos esportes;
• Faça coisas que nunca fez antes;
• Busque formas de exercitar sua criatividade.

Como se vê, não há nenhuma fórmula mágica, apenas a consciência e o esforço para mudar. Da mesma forma, não há regras em relação a cargos ou idade. Como disse Henry Ford: "Quem pára de aprender é velho, tanto aos 20 quanto aos 80 anos. Quem continua a aprender é jovem. A melhor coisa da vida é manter a mente jovem."

*Dieter Kelber é pesquisador, consultor e diretor-executivo do Instituto Avançado de Desenvolvimento Intelectual (Insadi – www.insadi.org.br).

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