Indústria reage e empregos crescem, diz pesquisa

A recente pesquisa da Confederação Nacional da Indústria mostra que o faturamento da indústria, as horas trabalhadas na produção e o emprego no setor cresceram

Douglas Terenciano
Publicado em 16/01/2019, às 11h02

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A recente pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada na última terça-feira, dia 15, mostra que o faturamento da indústria, as horas trabalhadas na produção (nível de atividade) e o emprego no setor cresceram em novembro de 2018 na comparação com outubro do mesmo ano. Contudo, a massa salarial e o rendimento médio do trabalhador caíram.

De acordo com ao CNI, a indústria reagiu de forma positiva no fim do ano passado, com alta de 2,1% no faturamento da indústria. Vale destacar que este crescimento se deu após dois meses de retração. Com isso, as horas trabalhadas na produção também aumentaram 0,7% e o emprego cresceu 0,3%.

A variação dos principais indicadores na comparação com outubro de 2018 foram o faturamento, com crescimento 2,1%, as horas trabalhadas na produção, que também elevou em 0,7% e o emprego com alta de 0,3%. Já a massa salarial real caiu 0,7%, segundo os dados da pesquisa. Com isso, o rendimento médio real também 1% no período.

Emprego aumenta após período sem crescimento

Segundo o documento da pesquisa, disponível no site da Confederação Nacional da Indústria, o emprego industrial apresentou aumento de 0,3%, no indicador dessazonalizado, em relação a outubro. Apesar de modesto, o crescimento do emprego é uma reversão na trajetória contínua de queda que ocorria desde fevereiro. No acumulado do ano, o indicador mostra aumento de 0,2%. Mas na comparação anual, o nível do emprego ainda é inferior em 0,3% ao registrado em novembro de 2017.

Ainda de acordo com os dados, o crescimento das horas trabalhadas na produção trata-se do segundo aumento consecutivo do indicador. No acumulado do ano até novembro as horas trabalhadas mostram um aumento de 0,5% e na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Por fim, o estudo mostra que o uso da capacidade instalada recuou 0,3 ponto percentual em relação a outubro e se mantém abaixo do nível de uso verificado em fins do ano anterior. O mesmo se observa na massa salarial real e no salário médio real, que recuaram 0,7 e 1,0%, respectivamente, em relação a outubro.

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