Eu, eu mesmo e a crise mundial

Leia o novo artigo do Profº Edison Andrades, colunista do JC&E.

Redação
Publicado em 12/11/2008, às 11h51

Quase um plágio ao filme de  Peter e Bobby Farrely e estrelado por Jim Carrey, no ano 2000, mas me vejo com a obrigação de tocar neste assunto.

Em minhas palestras sempre saliento quão as pessoas valorizam e fazem alardes para coisas negativas, pois, tem gente que não sabe nem o nome do atual presidente dos Estados Unidos, mas já está sabendo tudo sobre a crise.

A palavra crise é algo que empolga o ser humano, parece que é melhor falar de coisa ruim. Observamos pelas manchetes de tragédias, sempre viram bate-papos de esquina. Mas não estou aqui desvalorizando a importância desta crise, tanto é que a escolhi como tema de hoje. Venho na posição de traçar algumas linhas paralelas sobre este assunto, pois nunca esqueça que é justamente “...em meio à tempestade que descobrimos que sabemos nadar”.

Vamos aos fatos:


A crise não é dos EUA, mas minha, sua, de seu parente, de seu vizinho e também de seu patrão. No entanto, assim como os países europeus se uniram para realizarem algumas ações, creio que ao invés de fomentarmos notícias pessimistas para lá e para cá, que tal seguirmos este exemplo? Sim. Saiba que se o reflexo desta crise chegar fortemente em nosso país, não teremos para onde correr, portanto não adianta você pensar agora em pedir a conta e ir para outro lugar, pois o outro lugar estará na mesma situação. Também não adianta nos alienarmos e partirmos para o: “Lixe-se”, pois se sua empresa for vítima de tudo isso, não terá condições de te indenizar.

Saiba que em meio a uma crise, toda organização tende a tomar a seguinte decisão: Cortar custos. Obviamente que nesta hora não se pensa em diminuir o consumo dos copinhos descartáveis ou reaproveitar clipes, mas a empresa se orienta ao maior foco de custo, que sem dúvida é a folha de pagamento (responsável por mais da metade da despesa geral). Ao mesmo tempo em que isto é uma ameaça, acaba também se tornando uma oportunidade, pois é nesta hora que a empresa não escolherá os funcionários que deverão ser desligados, mas sim os que deverão permanecer. Minha pergunta é: - Se você estivesse no lugar de um empregador que precisa desligar parte de seu quadro, você demitiria alguém com o seu perfil?

Pois, é!! Se você demorou mais de três segundo para responder, digo que precisa rever seus conceitos profissionais, pois é nesta hora que a empresa tomará duas decisões: 1) Demitir os mais recentes colaboradores, pois com isso, não precisará dispor de tanta verba rescisória e isto a deixará com um fluxo de caixa mais saudável; 2) Pensará em quem realmente joga no seu time, pois se numa embarcação que está quase indo a pique precisarmos optar por metade da tripulação, deverão ficar aqueles que remam mais e melhor. Nos dois casos sempre serão escolhidos os melhores. Portanto, pare de ficar torcendo pela crise, colocando a culpa nos milionários executivos do banco americano Lehman Brothers e faça a sua parte, não deixando que sua empresa e você sejam sufocados por ela (crise). Que tal começar por proliferar isto que acabou de ler?

Ah! E nunca esqueça de incluir Deus em todos os seus planos.Com Ele não tem crise!!

* Profº Edison Andrades é Psicólogo Organizacional (Counseling); Escritor (autor do livro: Como Perder o Emprego (com competência) – Giz Editorial-2007);  Pós-graduado (MBA) em Varejo pela Fundação Instituto de Administração/ USP; Ator profissional; Professor Universitário, ex-Diretor de RH. Como consultor e palestrante atua em algumas das principais empresas nacionais e multinacionais do país, com foco em desenvolvimento de pessoas. Considerado pelo meio empresarial como um dos melhores  palestrantes motivacionais do país, devido sua performance e sua forma irreverente, teatral e bem humorada. Contatos: www.edisonandrades.com.br ou e-mail: edison.andrades@terra.com.br.

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