Liderança

Cada vez mais se torna essencial que, no contexto organizacional, haja uma liderança dinâmica e eficaz. Uma em

Redação
Publicado em 08/10/2007, às 12h04

* Sergio Diniz


Cada vez mais se torna essencial que, no contexto organizacional, haja uma liderança dinâmica e eficaz. Uma empresa bem-sucedida tem sempre um líder como um maestro e aqueles que formam a equipe de trabalho sob a sua coordenação, são influenciados a alcançar os objetivos e as metas traçadas.

Um bom líder enraíza no grupo que os objetivos comuns devem sobrepujar aos interesses individuais. Outro predicado que se destaca é a sua capacidade de interagir com pessoas das mais diferentes formações e/ou personalidades e apesar de toda essa diversidade, obter uma uniformidade de pensamento e de ação. Um verdadeiro líder mobiliza todo o grupo, sendo respeitado e reconhecido por todos. Liderança não se impõe, se conquista.

Hoje, não se pode admitir que numa administração empresarial o gestor não exerça a função do líder. Este é o guia, é o espelho para o grupo. Ele conduz, orienta, transmite segurança e precisa ter iniciativa e chamar a responsabilidade para si, em situações em que os demais vacilam. Deve ser decidido e firme em suas decisões.

Aliado a tudo isso, a liderança deve transparecer com senso de justiça e eqüidade. O líder reconhece o direito de cada um e mantém o equilíbrio emocional nos momentos que precisa: avaliar, controlar, recompensar, estimular ou punir. No cumprimento das suas responsabilidades de dirigir os subordinados, precisa comunicar-se com clareza e mostrar a todos que o foco principal são os resultados. No exercício da liderança, as decisões devem ser tomadas em conjunto, ser compartilhadas, e permitir a participação de todos.

É assim que se consegue o envolvimento e o comprometimento dos participantes da equipe. Um líder não é o dono da verdade, ao contrário, escuta os outros sempre e procura falar, somente nas horas certas. Conduz sem, contudo, querer ser o dono do grupo. É perseverante e procura garantir a coesão e a determinação na consecução dos objetivos. É tolerante e paciente sem ser contemplativo, sem agir com passividade. Não tem a preocupação de se perpetuar e por isso, procura desenvolver substitutos. Procura disseminar informações e conhecimentos, ou seja, dividir o que sabe. É um facilitador em todo o processo. Coerente, nunca promete o que não pode cumprir; diz a verdade. Coopera; não procura culpado. Aprende com o erro. Para ele o mais importante é consertá-lo e orientar quem errou.

Acho que agora podemos dar uma definição do que é liderança: "é a arte de motivar, encorajar e contagiar as pessoas."

* Sergio Diniz é Consultor do Sebrae de São Paulo.

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