Estudo da Sólides mostra que 89,7% das vagas em PMEs em 2024 são presenciais, com queda de 15,6% em modelos remoto/híbrido. Entenda os motivos e o futuro do trabalho!
Um estudo realizado pela Sólides revelou as tendências dos modelos de trabalho em 2024. Os dados revelam que o modelo presencial continua sendo o preferido pelas empresas, enquanto os formatos remoto e híbrido enfrentam uma queda significativa.
De acordo com o levantamento, que analisou mais de 35 mil PMEs parceiras da HR Tech, 89,7% das vagas abertas em 2024 são para o modelo presencial, um aumento de 2,1% em relação a 2023.
Por outro lado, o modelo híbrido responde por apenas 6% das oportunidades (queda de 7,6%) e o remoto por 4,2% (redução de 0,3%). Somados, os modelos flexíveis tiveram uma queda proporcional de 15,6%, indicando um movimento contrário à flexibilidade que marcou os últimos anos.
Para Ale Garcia, cofundador da Sólides, os números refletem tanto o perfil das PMEs quanto o cenário econômico atual. "As pequenas e médias empresas têm uma forte presença local e, muitas vezes, dependem de atividades que exigem interação presencial. Além disso, o contexto econômico atual motivou uma necessidade maior de proximidade com as equipes, o que pode explicar a preferência pelo modelo presencial", explica.
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As PMEs são fundamentais para a geração de empregos no Brasil. Segundo o CAGED, mais de 70% dos novos postos de trabalho criados no país vêm de micro, pequenas e médias empresas. Contudo, a adoção de modelos flexíveis, como remoto e híbrido, ainda enfrenta desafios estruturais e culturais.
"O trabalho remoto exige investimentos tecnológicos e adaptações que nem todas as empresas conseguem implementar rapidamente. Já o modelo híbrido, que poderia ser um meio-termo, parece estar perdendo força, talvez pela complexidade de gestão e coordenação que ele traz", analisa Garcia.
Apesar da retração atual, Ale Garcia acredita que os modelos remoto e híbrido ainda têm espaço para crescer no futuro. "Com a contínua transformação digital e a modernização das PMEs, esses formatos podem voltar a ganhar força de forma gradual e consistente", afirma.
Enquanto isso, as empresas sinalizam um foco maior em produtividade e controle direto, alinhados ao momento de cautela econômica no país. Para 2025, a tendência é que as PMEs continuem priorizando o modelo presencial, mas com um olhar atento às possibilidades que a tecnologia e a flexibilidade podem oferecer.
Para quem está em busca de novas oportunidades, os dados reforçam a importância de se adaptar ao modelo presencial, que domina o mercado atual. No entanto, vale ficar de olho nas transformações digitais que podem, no futuro, trazer mais opções de trabalho remoto e híbrido.
Enquanto o presencial segue como protagonista, a discussão sobre flexibilidade e modernização do trabalho continua em pauta, especialmente em um cenário onde as PMEs desempenham um papel crucial na economia brasileira.
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