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Armas do Exército paulista são encontradas no RJ. Milícias abastecem o crime organizado

Caso veio à tona em 10 de outubro, embora as armas tenham sido levadas do Exército durante o feriado de 7 de setembro. Diretor do Arsenal de Guerra em SP deve ser exonerado do cargo

Polícia descobriu que parte do arsenal furtado estava sob domínio de traficantes de facção
Polícia descobriu que parte do arsenal furtado estava sob domínio de traficantes de facção - Reprodução de Vídeo
Pedro Miranda

Pedro Miranda

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 20/10/2023, às 12h25

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Em uma operação conjunta, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro e a Inteligência do Exército conseguiram interceptar oito das 21 metralhadoras que foram furtadas do Arsenal de Guerra do Quartel em Barueri, São Paulo.

O caso veio à tona em 10 de outubro, embora as armas tenham sido levadas do Exército durante o feriado de 7 de setembro. Até o momento, ninguém foi preso em relação ao furto. A apreensão incluiu quatro metralhadoras ponto 50, capazes de derrubar aeronaves, e quatro MAGs calibre 7,62, usadas para combate.

No entanto, outras 13 armas ainda estão desaparecidas, sendo sete metralhadoras ponto 50 e seis MAGs. A investigação já identificou suspeitos de participação no furto.

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Polícia descobriu que parte do arsenal furtado estava sob domínio de traficantes de facção

Um desenvolvimento preocupante ocorreu quando a Polícia Civil do Rio de Janeiro interceptou um vídeo mostrando quatro dessas armas sendo oferecidas a traficantes do Comando Vermelho (CV). Essas quatro armas foram subsequentemente apreendidas durante a operação conjunta.

A polícia descobriu que parte do arsenal furtado havia sido adquirida, após ser oferecida a traficantes em quatro favelas sob o domínio da facção: Nova Holanda, no Complexo da Maré; Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha; Rocinha e Cidade de Deus. Essas armas estavam aparentemente destinadas a alimentar a disputa entre facções que há quase um ano aterroriza a região de Jacarepaguá.

Em outra reviravolta, informações da inteligência da polícia sugeriram que havia uma movimentação de armas da Favela da Rocinha, em São Conrado, para a Gardênia Azul. 

Diretor do Arsenal de Guerra em São Paulo deve ser exonerado do cargo

A decisão foi confirmada na quinta-feira, 19, pelo general de Brigada Maurício Vieira Gama, chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Sudeste. O Exército considerou o episódio inaceitável e anunciou que não medirá esforços para responsabilizar os autores do furto e recuperar todo o armamento no menor prazo possível. A investigação está em andamento, e os ilícitos e desvios de conduta serão tratados conforme a legislação.

O escândalo envolve tanto civis quanto militares, embora os nomes dos envolvidos permaneçam em sigilo por enquanto. No entanto, comprovada a participação, os militares temporários enfrentarão a expulsão, enquanto aqueles de carreira passarão por um procedimento interno para apurar suas responsabilidades.

Além disso, os militares encarregados da fiscalização e controle também poderão enfrentar implicações nas esferas administrativa e disciplinar, à medida que as investigações avançam.

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