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Canadá impõe restrições à entrada de estudantes estrangeiros. Entenda

Mudança também inclui um novo modelo de distribuição regional. Governo deixará de conceder mais permissões de trabalho para estudantes formados

Redução na entrada de estudantes estrangeiros representa mudança na política canadense
Redução na entrada de estudantes estrangeiros representa mudança na política canadense - Divulgação/JC Concursos
Pedro Miranda

Pedro Miranda

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 23/01/2024, às 21h18

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O governo canadense anunciou medidas drásticas na segunda-feira (22) para lidar com a crescente pressão nos preços de moradia e saúde em seu território, limitando a entrada de estudantes estrangeiros durante os próximos dois anos. O ministro da Imigração, Marc Miller, revelou que o país pretende reduzir em 35% o número de permissões para estudo aprovadas, afetando principalmente estudantes de programas de bacharelado internacional e de graduação.

A mudança também inclui um novo modelo de distribuição regional, onde cada província e território terá uma parcela determinada de permissões, baseada no tamanho da população local e no volume atual de matrículas. A partir de setembro, o governo deixará de conceder mais permissões de trabalho para estudantes formados em faculdades com modelo público-privado, uma prática comum na província de Ontário.

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Marc Miller destacou que as medidas visam assegurar a qualidade da educação para futuros estudantes, destacando que não são contra os estudantes estrangeiros individualmente. Ele enfatizou preocupações com instituições privadas que aproveitam os estudantes estrangeiros, operando com poucos recursos, falta de apoio aos estudantes e cobrança de mensalidades elevadas.

Redução na entrada de estudantes estrangeiros representa mudança na política canadense

O anúncio ocorre em meio à crescente pressão sobre o governo do primeiro-ministro Justin Trudeau para conter um mercado imobiliário cada vez mais inacessível. Os preços médios dos imóveis no Canadá atingiram C$ 750.000 (cerca de R$ 2,7 milhões), com um aumento de 22% nos aluguéis nos últimos dois anos. Economistas têm associado o aumento nos preços da habitação ao rápido crescimento populacional, que atingiu um recorde de 40 milhões de pessoas em 2022, impulsionado em grande parte pelos recém-chegados.

A Canada Mortgage and Housing Corporation estima que o Canadá precisa de mais 3,5 milhões de unidades habitacionais até 2030 para resgatar a acessibilidade do mercado. Além do crescimento populacional, especialistas apontam para outros fatores, como taxas de juros elevadas e custos elevados de materiais de construção devido à inflação e às interrupções causadas pela pandemia de coronavírus.

A redução na entrada de estudantes estrangeiros representa uma mudança significativa na política canadense, historicamente dependente da imigração para preencher vagas de emprego e lidar com uma força de trabalho envelhecendo rapidamente. Apesar das preocupações de algumas universidades canadenses, o governo justifica as medidas como necessárias para aliviar a pressão nos serviços públicos e no mercado imobiliário.

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