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Compras no crédito: maioria de pessoas endividadas no Brasil são jovens e mulheres

Em mais de dez anos, nunca as pessoas se sentiram tão endividadas. Programas de renegociação de dívidas anunciados pelo governo federal são essenciais, diz gestor do CNC

Pandemia contribuiu para o aumento das dívidas entre jovens brasileiros
Pandemia contribuiu para o aumento das dívidas entre jovens brasileiros - Divulgação/JC Concursos
Pedro Miranda

Pedro Miranda

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 19/01/2023, às 18h49

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Em um cenário econômico bastante complicado, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) anual mostrou que a maioria das pessoas endividadas no Brasil são jovens e mulheres. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (19) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Ao delimitar um perfil que representa esse grupo de pessoas, seria uma mulher com menos de 35 anos e ensino médio incompleto, moradora das regiões Sul ou Sudeste, cuja família recebe até dez salários mínimos.

Em uma sequência histórica iniciada em 2011, o ano bateu recordes: 77,9% das famílias estavam endividadas em 2022, 7 pontos percentuais a mais que em 2021 e 14,3 pontos percentuais em relação a 2019 antes da pandemia de Covid-19. O menor percentual foi registrado em 2018, quando 60,3% das famílias estavam endividadas.

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Pandemia contribuiu para o aumento das dívidas entre jovens brasileiros

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, observou que a pandemia reverteu a queda da dívida registrada antes de 2019, principalmente entre os mais pobres. Segundo ele, os impactos da pandemia, incluindo fechamento de empresas e aumento da perda de empregos, além do aumento da inflação pós-pandemia, tornam as famílias de alta renda vulneráveis. Era preciso contar com o crédito para manter o consumo básico.

O índice Peic anual mostra que 17,6% de todos os devedores são considerados altamente endividados, o maior percentual em dados históricos. Duas em cada dez famílias de baixa renda gastam mais da metade de sua renda mensal com dívidas. Entre os grupos de alta renda, o índice caiu pela metade, indicando que o excesso de dívida está concentrado nos grupos mais pobres.

O diretor de Economia e Inovação da CNC, Guilherme Mercês, disse durante coletiva de imprensa no Rio de Janeiro que “em mais de dez anos, nunca as pessoas se sentiram tão endividadas, e o que a Peic demonstra é que o superendividamento é principalmente um problema para as famílias de baixa renda”.

Para o gestor, o plano de renegociação de dívidas anunciado pelo governo federal é fundamental e pode acabar com o sofrimento de indivíduos e famílias. “Mas, em termos estruturais, o que vai resolver esse problema é uma taxa de juros mais baixa”, enfatizou.

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