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Concurso público para carreiras policiais: Papiloscopista ajuda a desvendar crimes

Vai prestar concurso público da segurança pública? Conheça o que faz o papiloscopista, profissional fundamental na Polícia Civil para elucidação de crimes

Policial Civil com distintivo e uniforme na cor preta
Policial Civil com distintivo e uniforme na cor preta - Divulgação
Mylena Lira

Mylena Lira

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 04/10/2023, às 15h21

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Para os candidatos interessados em concurso público na área da segurança pública, nem sempre o cargo de Papiloscopista é bem compreendido, mas essa função é primordial para desvendar crimes. Nesta matéria, mergulhamos no universo da papiloscopia, uma ciência crucial para a Polícia Civil.

A Polícia Judiciária é a responsável por investigar crimes para entender o que aconteceu, como, o porquê e quem é o autor. Para isso, conta com diversos setores que trabalham de forma integrada, buscando provas. A papiloscopia é um deles.

Por meio dela, uma simples impressão digital pode ser a chave para decifrar os mistérios de um crime. Imagine uma cena de crime: uma casa silenciosa, uma praça deserta, um veículo abandonado. Nessas situações, um papiloscopista entra em ação, coletando fragmentos de impressões digitais deixadas por possíveis criminosos.

Mas a função da papiloscopia vai além da identificação de suspeitos. A papiloscopia desempenha um papel fundamental na identificação de vítimas fatais. Enquanto um documento pode ser falsificado, as impressões digitais são únicas e incontestáveis. Esta ciência permite não apenas dar nome à vítima, mas também oferece um perfil mais completo, revelando sua residência, profissão e parentesco. 

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A tecnologia na papiloscopia

Assim que as digitais são colhidas, os papiloscopistas têm a responsabilidade de fazer buscas nos bancos de dados para a correta identificação.  Em São Paulo, desde 2014, a busca por impressões digitais passou a ser feita por meio de sistema automatizado, que confronta impressões digitais colhidas com aquelas armazenadas, agilizando a busca em uma enorme base de dados.

A PC SP ganhou novos papiloscopistas em julho, quando os aprovados no último concurso público promovido para o cargo tomaram posse. Um novo concurso da PC SP  está em curso atualmente, com inscrições abertas até 10 de outubro, mas para preencher 3,5 mil vagas nos cargos de:

  • escrivão (1.333 vagas) — remuneração de R$ 5.879,68;
  • investigador (1.250 vagas) — remuneração de R$ 5.879,68;
  • delegado (552 vagas) — remuneração de R$ 15.037,99;
  • perito criminal (249 vagas) — remuneração de R$ 12.954,40;
  • médico legista (116 vagas) — remuneração de R$ 12.954,40.

Casos de sucesso

A papiloscopia já desempenhou um papel crucial na resolução de muitos casos de crime em São Paulo. Um exemplo notável foi o resgate de uma idosa em 2016, após ser sequestrada. Uma impressão digital deixada no carro abandonado pelos criminosos levou à captura dos envolvidos e ao feliz reencontro da vítima com sua família.

Em 2021, uma digital encontrada em uma televisão ajudou a identificar seis homens envolvidos no assassinato de um casal de idosos durante um roubo em residência. 

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Principais funções do Papiloscopista

Sua principal função é realizar a coleta, classificação, pesquisa e análise de impressões digitais em locais de crimes, documentos e objetos. Além disso, o Papiloscopista pode atuar na elaboração de retratos falados, reconhecimento facial, análise de tatuagens e cicatrizes, bem como na emissão de laudos periciais relacionados à sua área de atuação.

Entre as atividades diárias podem estar:

  • colher, classificar e comparar impressões digitais, palmares e plantares;
  • preparar, examinar e manter o arquivo datiloscópico, onomástico e monodactilar;
  • realizar a identificação civil e criminal, por meios convencionais ou eletrônicos, mediante o preenchimento de prontuários e planilhas, inclusive quanto aos caracteres qualitativos e cromáticos do indivíduo;
  • elaborar pareceres papiloscópicos, necropapiloscópicos e documentos científicos ou administrativos;
  • elaborar relatórios e prestar esclarecimentos sobre a identidade de pessoas, quando
    requisitados por autoridades;
  • realizar pareceres técnicos papiloscópicos e necropapiloscópicos, externos e laboratoriais;
  • realização de levantamentos papiloscópicos dos locais de crime;
  • reprodução da face humana através de computação gráfica; e
  • manter organizados e preservar os álbuns e arquivos.

A importância da colaboração

Embora a papiloscopia seja uma peça-chave na resolução de crimes, ela não age sozinha. Outras áreas, como investigação, registros e telecomunicação, trabalham em conjunto para garantir a segurança da população e a promoção da justiça. O escrivão de polícia é responsável pela documentação, enquanto a telecomunicação oferece apoio à equipe de campo. O agente policial desempenha um papel vital na investigação e em operações.

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