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Copom: órgão se reúne hoje para definir qual será a redução dos juros

Entenda a redução da taxa Selic e seu impacto na economia brasileira. Saiba como o controle da inflação influencia a política monetária

Copom: órgão se reúne hoje para definir qual será a redução dos juros
Divulgação BC
Victor Meira

Victor Meira

victor@jcconcursos.com.br

Publicado em 19/09/2023, às 10h46

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O Brasil é conhecido por ter uma das maiores taxas de juros do mundo. Este cenário foi reforçado pelo histórico recente do país, quando em pouco mais de dois anos, a taxa básica de juros, a Selic, subiu de 2% para 13,75% ao ano.

Contudo, o ambiente de juros elevados começa a se amenizar. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reunirá nesta terça-feira (19) em Brasília para discutir qual será a nova taxa Selic.

Devido à queda da inflação e um maior controle sobre ela, a expectativa é de uma redução dos juros de 13,25% para 12,75%. Este será o segundo corte desde agosto, quando o Copom reduziu em 0,5 ponto percentual, passando de 13,75% para 13,25%.

Para reforçar um possível caminho de queda nos juros, no comunicado da última reunião, o Copom indicou que haveria cortes de 0,5 ponto percentual nos próximos encontros.

Já o Boletim Focus, que reúne as projeções do mercado financeiro, prevê que a taxa Selic encerrará o ano em 11,75%. 

De qualquer forma, a decisão sobre a política monetária do mês de setembro será anunciada amanhã (20).

Dados de inflação ajudam o discurso de baixa nos juros

A principal ferramenta para reduzir os juros é o controle da inflação. Nos últimos 15 meses, o Brasil tem demonstrado um maior controle inflacionário. Em alguns momentos, o país até registrou períodos de deflação, caracterizada pela queda geral nos preços.

Diante desse cenário, a ata da última reunião declarou que a evolução do cenário econômico e a acentuada queda da inflação proporcionaram "a confiança necessária para iniciar um ciclo gradual de flexibilização monetária". 

Após uma série de comunicações mais rígidas no início do ano, em que não se descartava a possibilidade de aumento da Selic, o Copom mudou de tom em função do comportamento dos preços.

Apesar da redução da inflação, o Copom ressaltou que alguns preços ainda apresentam tendência de alta ou queda inferior ao previsto. De acordo com o órgão, a autoridade monetária reduzirá os juros de forma prudente.

"Fosse qual fosse a decisão - seja o corte de 0,25 ponto ou o corte de 0,5 ponto na reunião passada - havia consenso de que um cenário com expectativas de inflação ainda parcialmente ancoradas, núcleos de inflação mantendo-se acima da meta, inflação de serviços acima do patamar compatível com a meta e atividade econômica resiliente demanda uma abordagem mais cautelosa ao longo do ciclo de flexibilização da política monetária", informou a ata da reunião de agosto.

Com a acentuada desaceleração nos índices de preços nos últimos meses, as expectativas de inflação têm diminuído. Segundo o último Boletim Focus, a estimativa de inflação para este ano foi revisada de 4,93% para 4,86%.

Em agosto, impulsionado pelos setores de habitação e saúde, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma variação de 0,23%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora tenha apresentado uma aceleração em relação a julho, o indicador ficou abaixo das previsões devido à queda nos preços dos alimentos. Com esse resultado, o indicador acumula um aumento de 3,23% no ano e de 4,61% nos últimos 12 meses.

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