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Desigualdades raciais na educação: estudo revela abismo entre negros e brancos

Estudo do Cedra revela que negros têm menos chances de concluir o ensino médio e ingressar o ensino superior do que brancos; Saiba os detalhes

Estudante preocupado
Estudante preocupado - Freepik
Jean Albuquerque

Jean Albuquerque

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 11/12/2023, às 17h10

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Um estudo do Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (Cedra) revela que negros têm menos chances de concluir o ensino médio e ingressar no ensino superior do que brancos.

O estudo analisou dados do Censo Escolar - Educação Básica (2012-2019) e da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc) (2016-2019).

Os dados mostram que, em 2019, a taxa de distorção idade-série no ensino médio era de 36% para negros e 19,2% para brancos. Isso significa que a cada três estudantes negros, um apresentava distorção idade-série, contra um a cada cinco, no caso dos estudantes brancos.

No ensino médio, em média, 78,5% dos estudantes negros eram aprovados, enquanto a proporção de brancos era de 85%. Outro dado revelado pelo estudo é que, em 2019, apenas 16,5% das mulheres negras de 18 a 24 anos estavam cursando o ensino superior, contra 29,2% das mulheres brancas.

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Desigualdade persiste no sistema educacional 

O especialista do Cedra ouvido pela Agência Brasil afirmou que foram revisadas também as informações com um recorte semelhante, baseando-se nos dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc), conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Marcelo Tragtenberg, físico e docente, interpreta os dados compilados como um reflexo de que “o Brasil está proporcionando experiências educacionais distintas para negros e brancos”. 

Ele destaca que, apesar dos esforços, a desigualdade racial persiste e há uma resistência no sistema educacional à busca por equidade racial. Tragtenberg enfatiza a tristeza e surpresa ao examinar mais profundamente essas disparidades.

Além disso, ele aponta para dados frequentemente negligenciados, como a distorção idade-série, que, segundo ele, revela muito sobre os desafios que o país enfrenta. “Os estudantes negros estão mais concentrados nas séries iniciais, não progridem na mesma velocidade que os estudantes brancos”, destaca o membro do Conselho Deliberativo do Cedra.

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