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Dinheiro em papel: avanço do Pix diminui circulação de cédulas no Brasil

Redução histórica: Circulação de dinheiro em espécie no Brasil tem queda pela primeira vez desde o Plano Real. Cada vez mais as transações são realizadas de forma eletrônica

cada vez mais as transações são realizadas de forma eletrônica
cada vez mais as transações são realizadas de forma eletrônica - Divulgação/JC Concursos
Pedro Miranda

Pedro Miranda

redacao@jcconcursos.com.br

Publicado em 15/05/2023, às 22h05

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O montante total de notas e moedas em circulação no país apresentou uma queda significativa, passando de R$ 370 bilhões em 2020 para R$ 339 bilhões em 2021. Essa redução marca a primeira vez que ocorre desde a implantação do Plano Real em 1994. Atualmente, o Brasil conta com 7,6 bilhões de cédulas e 28,6 bilhões de moedas em circulação. No final de 2020, esses números eram de 8,5 bilhões de cédulas e 27,8 bilhões de moedas. A diminuição foi registrada após um aumento recorde do meio circulante.

Em 2020, o volume de dinheiro em circulação no país aumentou em R$ 89 bilhões. A demanda por papel-moeda foi tão alta que o Banco Central lançou a nota de R$ 200. Conforme o Banco Central, o crescimento atípico de 2020 reflete os efeitos da crise sanitária da COVID-19. Isso ocorreu porque muitas pessoas passaram a guardar dinheiro em casa no início da pandemia e os primeiros pagamentos do auxílio emergencial aumentaram a demanda por dinheiro em espécie.

Por outro lado, em 2021, houve uma mudança nesse cenário. Com milhões de brasileiros digitalizados devido ao auxílio emergencial e mais acostumados a realizar pagamentos pelo celular, o meio circulante encolheu e os pagamentos digitais se tornaram mais frequentes.

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Banco Central destaca que o uso de instrumentos de pagamento eletrônicos aumentou 11%

Segundo dados do Banco Central, os saques representaram apenas 3,2% do total movimentado em dinheiro no segundo trimestre de 2021. Esse valor ficou abaixo do percentual do Pix, que foi de 5,9%. O Pix é o sistema de pagamentos instantâneos lançado em novembro de 2020.

O Banco Central destaca que o uso de instrumentos de pagamento eletrônicos aumentou 11% em termos de quantidade e 10% em termos de valor no segundo trimestre de 2021, em comparação com o trimestre anterior. Estima-se que, com isso, 90% das transações bancárias realizadas nesse período tenham sido realizadas por dispositivos móveis ou pela internet.

Ricardo Teixeira, coordenador do MBA em Gestão Financeira da Fundação Getúlio Vargas (FGV), afirma que a tendência é que o meio circulante continue diminuindo, pois cada vez mais as transações são realizadas de forma eletrônica. Ele prevê que, no futuro, a moeda se torne totalmente digital.

Além de liderar o sistema Pix, o Banco Central está estudando a criação de uma moeda digital no Brasil. No entanto, o Banco Central ressalta que o meio circulante continua acima do patamar que estaria caso não tivesse aumentado no início da pandemia de COVID-19. Isso gera um custo elevado para o país.

Conforme a autoridade monetária, o custo anual de manutenção, distribuição, segurança e fiscalização do numerário é de aproximadamente R$ 885 milhões, e esse valor se mantém estável mesmo com a redução do meio circulante observada em 2021.

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